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Abolição da Escravatura: A liberdade veio, mas a inclusão não


As conquistas.
Em 13 de maio de 1888, foi assinada a Lei Imperial nº 3.353, conhecida como “Lei Áurea”. Coube à bisneta de D. João VI, conhecida como Princesa Isabel, dar-nos a sensação de estarmos, definitivamente, abolindo a escravidão no Brasil. Isso aconteceu depois de mais de 388 anos de muitas lutas que resultaram em importantes conquistas, como: a “Lei Ministro Eusébio de Queirós”, de 1850, que proibiu o tráfico interatlântico de escravos; a “Lei do Ventre Livre”, de 1871, responsável pela libertação de todas as crianças nascidas de pais escravos; a “Lei Saraiva-Cotegipe”, conhecida como “Lei dos Sexagenários”, de 1885, que dava liberdade aos escravos que completassem 60 anos de idade.

A liberdade.
Foi o então Ministro da Agricultura, Rodrigo Augusto da Silva, quem apresentou o Projeto de Lei à Câmara em 8 de maio de 1888. Apreciado, votado e aprovado, o projeto foi levado ao Senado Imperial para uma sessão de debates. A “Lei Áurea” foi aprovada na primeira e na segunda votação. Na tarde de 13 de maio de 1888, a Princesa Regente e o Ministro da Agricultura assinaram a Lei Imperial nº 3.353, iniciando uma nova era de lutas para os que eram excluídos da sociedade europeia.

E depois?
Livres, porém excluídos, não restava outra opção aos escravos libertos a não ser se afastarem dos grandes centros. Em busca de moradias, foram para as periferias das cidades, aglomerando-se nos morros. Para sobreviver, boa parte dos ex-escravos procuraram novas oportunidades de trabalho, mas eles acabaram retomando as suas velhas atividades do período da escravidão, pois a força bruta destacava-se nos homens e a habilidade para cuidar da casa e das crianças, nas mulheres. Além disso, continuaram submissos: recebiam um valor simbólico em troca dos seus serviços prestados. Enquanto alguns se sentiam agradecidos por poderem ir para casa e dormir debaixo do seu próprio teto, outros se sentiam desvalorizados e acabaram se tornando pedintes e vivendo nas ruas.

Hoje, somos todos livres, mas ainda devemos superar muitos desafios para que nossa sociedade seja verdadeiramente igualitária.

"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele." - Martin Luther King


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