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MARÇO – O MÊS DA MULHER

MARÇO – O MÊS DA MULHER

UM TRIBUTO ÀS MULHERES NEGRAS

Por Maria Luisa Silvestre e Fernando Farina

ESTATÍSTICAS DA REALIDADE BRASILEIRA

Se pudéssemos criar um perfil médio de quem nasce no Brasil, essa pessoa seria mulher e negra. É o que diz o levantamento demográfico realizado pelo IBGE em 2018. Dos 211,8 milhões de habitantes do país, 51,5% são mulheres; e dentre essas 108,3 milhões de mulheres, 60% são consideradas negras. Como então tal maioria populacional ainda é enxergada como uma minoria?

O RACISMO ESTRUTURAL NO BRASIL 

Durante os 350 anos de escravidão no Brasil, pautada por leis imperiais, a sociedade conviveu com grupos marginalizados e vistos como mercadoria, trazidos da África para trabalhar nas lavouras brasileiras. Essa relação entre os povos tornou-se “natural” com o tempo e tornou-se parte da sociedade de então, sendo repetida pelas gerações futuras, tornando-se intrínseca desde então.

Mesmo após a abolição da escravatura, em 1888, a população negra encontrava-se livre dos grilhões porém sem direitos políticos, sem voz ativa na sociedade e sem amparo do governo. Tais condições são sentidas até hoje, uma vez que a grande maioria da população pobre e miserável no Brasil ainda é constituída de negros e negras. E, atualmente, é o que explica a pouca participação de negros em cargos de liderança no  mercado de trabalho e na política.

A falta de oportunidades para a população negra se tornou seu grilhão moderno. Nas últimas décadas, programas de cotas nos setores públicos e privados tornaram-se tentativas de amenizar os séculos de injustiça e tentar reparar no presente as atrocidades do passado. 

AS MULHERES NEGRAS SOFREM AINDA MAIS DISCRIMINAÇÃO

Apesar dos esforços, as mulheres negras, mesmo com ensino superior completo, enfrentam dificuldade para conseguir bons empregos em comparação aos homens e às mulheres brancas. Seus salários são mais baixos e dificilmente elas são contratadas para cargos de relevância. Para elas são destinados os trabalhos braçais e domésticos. Negras com papel de destaque político também são alvo de perseguições e ameaças.

A violência contra a mulher no Brasil cresceu nos últimos tempos e principalmente contra a mulher negra. Trata-se de uma violência que se manifesta de várias formas: agressões físicas, psicológicas, morais, sexuais, virtuais, raciais, de gênero, entre outras. Mas a luta por justiça e igualdade continua.

É PRECISO TIRÁ-LAS  DA INVISIBILIDADE

A luta diária e contínua das mulheres negras mostra a força que o racismo estrutural ainda tem no Brasil. Mostra também a necessidade de mudanças na sociedade, para que todas as mulheres tenham oportunidades iguais e não sejam discriminadas pela sua cor, gênero e classe social.  

Tirá-las da invisibilidade é uma forma de homenagear suas vivências e mostrar que o exemplo de uma pode se tornar inspiração para várias.

O SISTEMA PIAGET NA LUTA CONTRA O RACISMO

Um dos personagens do Sistema Piaget é a Marina, que é mulher e negra. Durante os anos do Fundamental I é ela quem representa a cultura e a luta da população negra no Brasil. Já no 7º ano do Fundamental II, o processo de escravização dos povos africanos é amplamente discutido, estudando as sociedades africanas e suas diversidades étnicas, culturais e políticas. É também discutido as influências que os povos africanos deixaram para a construção da cultura brasileira, bem como a luta da população negra para superar os séculos de opressão e escravidão no Brasil.


O Sistema Piaget acredita na importância de celebrar todos os anos o Mês da Mulher, para relembrar a importância das mulheres na sociedade e na história, e incentivar as novas gerações.

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