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EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

No dia 28/04 é comemorado o Dia Internacional da Educação. Em uma época tão desafiadora quanto agora, a tecnologia se tornou uma ferramenta indispensável para a educação, tanto para a comunicação entre alunos e professores, quanto para as aulas a distância. Como será o futuro da educação?

TECNOLOGIAS DIGITAIS: ESSENCIAIS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

O mundo hoje é digital e as escolas não poderiam ficar de fora. Elas se digitalizaram e as informações, lições e notas passaram a ser enviadas e recebidas online. Surgiu um novo conceito de escola, que torna a experiência do aprendizado muito mais sofisticada e enriquecedora, que permite aos alunos criar e compartilhar suas próprias produções digitais, incentivando a  cultura maker dentro da sala de aula. Isso significa que os estudantes constroem o seu próprio conhecimento, o que não minimiza a atuação do professor, que continua exercendo o seu papel fundamental: o de orientador.

A TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO NOS DIAS ATUAIS

E se antes a tecnologia somava-se à educação para auxiliá-la, agora é essa tecnologia que permite aulas a distância em tempos de quarentena, que só foi possível graças à inserção digital dos alunos que não estranharam o uso de diferentes plataformas durante o aprendizado. Desse modo, a adaptação ao formato das aulas on-line foi rápida e obteve sucesso maior do que o esperado.

E NO CASO DA EDUCAÇÃO INFANTIL?

Brincar na Internet para as crianças menores é um processo valioso de construção do conhecimento, gerando situações interativas, facilitadoras e motivadoras da aprendizagem. Quando utilizada corretamente, a internet é um espaço que motiva pelas inesgotáveis novidades e possibilidades.

Muitos dizem que as crianças de hoje já nascem sabendo como usar toda essa técnica. Então, os chamados nascidos digitais parecem ter habilidades natas para lidar com a comunicação on-line e com as diversas propostas que a tecnologia traz para o nosso dia a dia. É essa facilidade de uso que permite que, até na educação infantil, aulas online e a distância não se tornem um empecilho para os alunos.

Mas um alerta se faz necessário. Os professores sempre devem conversar com as crianças, mesmo com as bem pequenas, que nem tudo o que a internet apresenta é bom e verdadeiro. Precisam cotidianamente trabalhar para a conscientização de que a tecnologia virtual traz enormes benefícios, mas malefícios também. Explicar que elas só devem se ater a conteúdos voltados para o bem comum, a consciência ambiental, o respeito às diferenças e a promoção da paz.

O QUE OS PEDAGOGOS DIZEM SOBRE A DIGITALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NO FUNDAMENTAL I?

Os pedagogos reconhecem as vantagens de as crianças se sentirem mais motivadas a aprender utilizando um smartphone ou tablet porque é a realidade delas, faz parte do seu dia a dia.

Além disso, eles lembram que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) incentiva a modernização dos processos educacionais e das práticas pedagógicas, inclusive com o uso da tecnologia.

AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NO MATERIAL DO SISTEMA PIAGET

O material didático do Sistema Piaget é pioneiro na junção de ensino e tecnologia. Por mais de duas décadas, o material é pensado de maneira a estimular o uso de dispositivos digitais em sala de aula e na extensão desse uso para o cotidiano dos alunos.

Dentro do material, é possível identificar ícones que revelam atividades e exercícios que devem ser feitos em um computador, tablet ou celular. Esses ícones apresentam aos alunos videoaulas, jogos, exercícios interativos e links para complementar as orientações dos professores. Desde o ensino infantil, há uma naturalização do uso de dispositivos, como tablets, computadores e celulares, que visa o desenvolvimento neurocognitivo do aluno e também seu domínio sobre os meios digitais.

Nas apostilas e na plataforma online, o aluno do Sistema Piaget conta com diversas formas de interação digital.
Os personagens do material estão sempre se envolvendo com tecnologia.

A Sistema Piaget possui diversas tecnologias que podem auxiliar diferentes modelos de escola. Quer entender mais como a sua escola pode ser parceira do Sistema Piaget? Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

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MARÇO – O MÊS DA MULHER

MARÇO – O MÊS DA MULHER

UM TRIBUTO ÀS MULHERES NEGRAS

Por Maria Luisa Silvestre e Fernando Farina

ESTATÍSTICAS DA REALIDADE BRASILEIRA

Se pudéssemos criar um perfil médio de quem nasce no Brasil, essa pessoa seria mulher e negra. É o que diz o levantamento demográfico realizado pelo IBGE em 2018. Dos 211,8 milhões de habitantes do país, 51,5% são mulheres; e dentre essas 108,3 milhões de mulheres, 60% são consideradas negras. Como então tal maioria populacional ainda é enxergada como uma minoria?

O RACISMO ESTRUTURAL NO BRASIL 

Durante os 350 anos de escravidão no Brasil, pautada por leis imperiais, a sociedade conviveu com grupos marginalizados e vistos como mercadoria, trazidos da África para trabalhar nas lavouras brasileiras. Essa relação entre os povos tornou-se “natural” com o tempo e tornou-se parte da sociedade de então, sendo repetida pelas gerações futuras, tornando-se intrínseca desde então.

Mesmo após a abolição da escravatura, em 1888, a população negra encontrava-se livre dos grilhões porém sem direitos políticos, sem voz ativa na sociedade e sem amparo do governo. Tais condições são sentidas até hoje, uma vez que a grande maioria da população pobre e miserável no Brasil ainda é constituída de negros e negras. E, atualmente, é o que explica a pouca participação de negros em cargos de liderança no  mercado de trabalho e na política.

A falta de oportunidades para a população negra se tornou seu grilhão moderno. Nas últimas décadas, programas de cotas nos setores públicos e privados tornaram-se tentativas de amenizar os séculos de injustiça e tentar reparar no presente as atrocidades do passado. 

AS MULHERES NEGRAS SOFREM AINDA MAIS DISCRIMINAÇÃO

Apesar dos esforços, as mulheres negras, mesmo com ensino superior completo, enfrentam dificuldade para conseguir bons empregos em comparação aos homens e às mulheres brancas. Seus salários são mais baixos e dificilmente elas são contratadas para cargos de relevância. Para elas são destinados os trabalhos braçais e domésticos. Negras com papel de destaque político também são alvo de perseguições e ameaças.

A violência contra a mulher no Brasil cresceu nos últimos tempos e principalmente contra a mulher negra. Trata-se de uma violência que se manifesta de várias formas: agressões físicas, psicológicas, morais, sexuais, virtuais, raciais, de gênero, entre outras. Mas a luta por justiça e igualdade continua.

É PRECISO TIRÁ-LAS  DA INVISIBILIDADE

A luta diária e contínua das mulheres negras mostra a força que o racismo estrutural ainda tem no Brasil. Mostra também a necessidade de mudanças na sociedade, para que todas as mulheres tenham oportunidades iguais e não sejam discriminadas pela sua cor, gênero e classe social.  

Tirá-las da invisibilidade é uma forma de homenagear suas vivências e mostrar que o exemplo de uma pode se tornar inspiração para várias.

O SISTEMA PIAGET NA LUTA CONTRA O RACISMO

Um dos personagens do Sistema Piaget é a Marina, que é mulher e negra. Durante os anos do Fundamental I é ela quem representa a cultura e a luta da população negra no Brasil. Já no 7º ano do Fundamental II, o processo de escravização dos povos africanos é amplamente discutido, estudando as sociedades africanas e suas diversidades étnicas, culturais e políticas. É também discutido as influências que os povos africanos deixaram para a construção da cultura brasileira, bem como a luta da população negra para superar os séculos de opressão e escravidão no Brasil.


O Sistema Piaget acredita na importância de celebrar todos os anos o Mês da Mulher, para relembrar a importância das mulheres na sociedade e na história, e incentivar as novas gerações.

Para mais conteúdos como este, continue acompanhando nosso blog e nossas redes sociais! 😉

E quer saber como o Sistema Piaget pode ajudar a sua escola?

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QUE TAL MONTAR UM PROJETO INTERDISCIPLINAR?

QUE TAL MONTAR UM PROJETO INTERDISCIPLINAR?

Para começar, precisamos diferenciar multidisciplinaridade de  interdisciplinaridade.

Pedagogico

Por Maria Luísa Silvestre

MULTIDISCIPLINARIDADE é o conjunto de disciplinas que um curso possui. Dependendo da escola ou fase de estudo em que o aluno se encontra, o número de matérias ou disciplinas varia. Do Fundamental anos iniciais para o Fundamental anos finais já cresce o número de disciplinas na grade curricular. No Ensino Médio, mais disciplinas são ensinadas, como, por exemplo, Filosofia, Sociologia, que geralmente não são vistas em etapas anteriores.

É muito comum o ensino se basear numa proposta em que o aluno estuda todas as disciplinas do currículo, como se fossem “gavetas separadas de um armário”, ou seja, estuda Geografia, História, Matemática, e assim por diante, sem haver uma necessária ligação entre elas. E já se sabe que no cérebro do aluno ocorre o mesmo efeito. Os conteúdos não se misturam, ficam separados, se não for treinado para fazer interligações.

Podem ocorrer trabalhos em que se escolhe um tema e todas as disciplinas participam abordando o assunto separadamente. Mesmo assim, continuamos na multidisciplinaridade, nas “gavetinhas individuais”.

INTERDISCIPLINARIDADE é quando dois ou mais componentes curriculares relacionam seus conteúdos para aprofundar um conhecimento, superando a sua visão fragmentada e estabelecendo, assim, a integração dos saberes. 

Diz respeito ao processo de ligação entre as disciplinas, desenvolvendo o pensamento plural, capacitando o aluno a observar os fatos da realidade de uma forma ampla e abrangente.        

Na verdade, se estabelece a interdisciplinaridade  quando algumas disciplinas se unem para a resolução de um problema real. Essa metodologia exige a pesquisa, estimula a curiosidade, a vontade de saber o porquê das coisas, e o mais importante: a vontade de achar soluções.

Você sabia que um dos principais diferenciais no material didático do Sistema Piaget está nas relações interdisciplinares que o material propõe?

Ficou provado que o conhecimento não é dissociado, fragmentado. Ele é abrangente a toda a realidade que nos cerca. Por isso, a nossa concepção de ensino privilegia a interdisciplinaridade e a contextualização dos conteúdos, o que vai ao encontro do que a BNCC propõe para a formação integral do aluno: “a superação da fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento, o estímulo à sua aplicação na vida real, a importância do contexto para dar sentido ao que se aprende”

Sugestões para um projeto interdisciplinar

O primeiro passo é escolher um tema que desperte o interesse dos alunos.

1-  Pode ser um tema de aspecto científico, como por exemplo, “AS VIAGENS ESPACIAIS”, com a participação simultânea de, no mínimo, 4 disciplinas.

Os alunos precisarão responder às questões: São importantes essas viagens? São necessárias para a humanidade que, em muitos países, sofre com problemas de extrema pobreza? Os gastos são irrelevantes levando-se em conta o progresso científico que geram?, etc.

Na disciplina de Geografia, os alunos deverão pesquisar sobre os astros do Sistema Solar para onde se dirigem as viagens (Lua, Marte), o que se sabe sobre eles, suas características, etc. 

Em História, pesquisarão como e quando iniciaram as viagens espaciais, quais os primeiros a se aventurarem, as épocas das viagens, as projeções para as viagens futuras.

Em Ciências, dependendo do nível da turma, os alunos precisarão descobrir alguns conceitos básicos e simplificados ou então mais aprofundados da Física e Química para responderem: Como um foguete sobe? Como se desloca? Como os tripulantes retornam? Também deverão mencionar as invenções que foram necessárias para a realização dessas viagens (roupas apropriadas, alimentos processados especiais, e até mesmo o computador, que ainda não existia.)

A conclusão final é essencial. Os alunos ficarão a favor ou contra essas viagens? A Língua Portuguesa, obviamente, participa integralmente do projeto, pois  é essencial que eles elaborem uma redação que una todo o aprendizado, estruturando  num texto os resumos das pesquisas e a conclusão final. Após a digitação, uma dupla ou trio ficará encarregada da revisão da escrita.

  

2- Outro exemplo de tema que resulta um bom trabalho interdisciplinar, aproveitando que estamos no mês de março,  é “DIA INTERNACIONAL DA MULHER”, com participação de várias disciplinas.

Na disciplina de História,  os alunos irão pesquisar quando começou a luta pela emancipação da mulher; o porquê da data escolhida  (8 de março); o que estava acontecendo na época; o que as mulheres reivindicavam. Também, deverão pesquisar e, de modo resumido, mencionar o progresso de suas conquistas, e o retrocesso e violência que elas estão sofrendo  nos últimos anos. 

Na tentativa de  entender por que a mulher é discriminada, além dos fatos históricos, a Geografia vai contribuir no esclarecimento de quais países (e sua localização continental), por motivos religiosos e/ou ideológicos, proíbem a mulher de estudar, obrigam-na a usar burcas, etc. Os alunos irão procurar onde se localizam e quais são os países mais progressistas e democráticos, nos quais há mulheres que são presidentas, primeiras-ministras ou ocupam cargos de relevância. Poderão, inclusive, fazer um mapa-múndi e marcar com legendas os países onde a mulher ainda é considerada inferior ao homem e onde ela já conquistou seus direitos de igualdade.

A Matemática ajudará muito na montagem de tabelas ou gráficos de estatística e proporção: número de mulheres no mundo; quantas em porcentagem exercem cargos executivos em empresas; quantas ainda são exploradas com salários inferiores, etc. Esse gráfico, para facilitar, poderia ser feito com pesquisas só do Brasil. Nessa opção, seria aconselhável descobrir o número de mulheres que, sozinhas, cuidam da sobrevivência da sua família e também a situação mais agravante das mulheres negras e pobres. Dados desse tipo são fáceis de se encontrar na internet. A tarefa dos alunos seria a de criar gráficos ou tabelas. 

À disciplina de Língua Portuguesa cabe a tarefa importantíssima de redigir as descobertas das pesquisas, as legendas dos gráficos, estruturar um texto coerente que tenha  a conclusão final, ou seja, respostas para os problemas levantados ou propostas para a melhoria da situação.

Na conclusão, especificar, ainda, se forem turmas mais adiantadas, as razões de um visível retrocesso de conquistas e aumento da violência e até de morte de mulheres.

AS DIFERENTES ÁREAS DO CONHECIMENTO AJUDAM A BUSCAR AS RESPOSTAS

      Pelos exemplos de projetos que apresentamos, fica claro que eles só poderiam acontecer  seguindo um modelo de trabalho interdisciplinar

         A conclusão ou tomada de uma opinião ou até de uma ação (por exemplo, a criação de uma campanha de alimentos e roupas para distribuir na periferia onde há muitas mulheres que cuidam sozinhas de seus filhos) depende da reflexão a partir de aprendizados das várias disciplinas integradas.      

      Pensemos também o seguinte: no caso de precisarmos tomar uma resolução para um problema da nossa vida, no nosso cotidiano, analisamos: por quê?, como?, onde?. Além disso, fazemos cálculos de todo tipo, até contas financeiras. Essa é a prova de que a utilização da interdisciplinaridade é a maneira mais  eficaz e sensata para se levantar hipóteses e encontrar  soluções.

Conheça as soluções do Sistema Piaget para ajudar a sua escola no pós-pandemia. Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

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MAPA MENTAL

Pedagógico

Por Maria Luisa Silvestre

MAPA MENTAL

Recurso da Neurociência ajuda no retorno às aulas presenciais

Muitas escolas particulares retornaram suas aulas presenciais, porém dividindo a classe, ou seja, metade dos alunos tem aulas na escola em uma semana, enquanto a outra metade recebe essas mesmas aulas de forma on-line, e, assim, vão revezando. São as chamadas aulas híbridas.

Esta nova realidade de aulas híbridas é, na verdade, mais um outro desafio para a comunidade escolar, indo além das questões relativas aos protocolos de higienização e distanciamento (que foram providenciadas e bem resolvidas). Agora, os professores precisam novamente direcionar suas aulas de outra maneira e diferentes encaminhamentos devem ser propostos, já que a situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional.

A psicóloga e educadora Carla Jarlicht declara: “É preciso maior atenção aos aspectos emocionais, tanto de professores quanto de alunos. Em alguma medida, todos estão sensíveis a tudo que vem acontecendo e, de certa forma, inseguros, ansiosos”

PACIÊNCIA E CARINHO

O retorno foi muito aguardado pelos alunos. Porém, quando chegaram à escola, mesmo animados e felizes de rever seus colegas e professores, demonstraram uma reação psicológica de estranhamento e de ansiedade. Alguns professores disseram: “Parecia que era o primeiro dia de escola na vida deles.”

Esta situação deixa evidente que, antes de qualquer atividade, faz-se necessário um bom diálogo com a turma: saber como estão se sentindo, como foram as aulas on-line, como estão vivendo o distanciamento, etc. 

OS ALUNOS APRENDERAM MUITO NAS AULAS ON-LINE, MAS ESTÃO ASSUSTADOS 

Temos  consciência de que os alunos tiveram um bom aprendizado,  um aprendizado de vida nas aulas on-line. Eles se tornaram mais independentes, responsáveis, mais focados para poderem realizar as atividades e oficinas de todas as disciplinas, que exigiam deles seguir passo a passo a orientação dos professores.

Mas aprenderam também muitos conteúdos… que agora “parecem” ter escapado da memória.

Um exemplo desse fato se deu em aula presencial de Ciências do 5º ano, no Colégio Piaget (Escola de aplicação do Sistema Piaget), quando as professoras, conversando com os alunos sobre os  alimentos saudáveis e os que prejudicam a saúde se consumidos em exagero, para, depois, juntos, construírem uma “pirâmide alimentar”, perceberam que eles estavam nervosos. Na verdade, não conseguiam se expressar, confundiam os nomes dos nutrientes e seu valor na alimentação. E esses conceitos, já trabalhados, eram pré-requisitos para o estudo pretendido. 

NESTE RETORNO, NOVAS ESTRATÉGIAS

Nada de pânico. Nessa hora, o caso é deixar o aluno calmo e dar o famoso “passinho para trás”, mas com novas técnicas metodológicas. Foi então que, reunidas, as professoras lembraram da Neurociência e suas descobertas, que tanto ajudam no aprendizado. Os estudos do cérebro revelam que o indivíduo  aprende mais e organiza melhor os conhecimentos de forma visual. Por conta disso, elas planejaram para que, na aula seguinte, os alunos fizessem um MAPA MENTAL sobre “nutrientes”.

O QUE É UM “MAPA MENTAL”?

Resultante das pesquisas neurocientíficas, o MAPA MENTAL é um tipo de diagrama, um painel visual, elaborado pela própria pessoa, no caso, pelo próprio aluno. Inicia-se com uma palavra-chave e dela saem ramificações para indicar tipos, classificações ou exemplos. Usa-se, de preferência, para associações de uma mesma ramificação, uma cor específica.        

Esse mapa visual ajuda a criar ideias, a organizar o assunto, a  resumir e também a relembrar e/ou memorizar.

COMO FAZER UM MAPA MENTAL?

A partir de uma palavra-chave no centro de uma folha de caderno ou papel sulfite, fazem-se setas ou ramificações, sempre com cores, desenhos, colagens de tiras de papel e poucas palavras (como num resumo).

No exemplo citado da aula de Ciências, a palavra-chave foi nutrientes. As professoras pediram aos alunos para usarem canetas coloridas ou recortes de papel de quatro cores, já que  precisavam fazer setas para 4 tipos de nutrientes (proteína / gordura / sais minerais e vitaminas / carboidrato).         

As professoras foram dando as dicas, orientando, pedindo para algum aluno dizer um tipo de nutriente que lembrasse, e assim por diante. Todos foram montando seu mapa. Depois, fizeram retângulos ou círculos para exemplos de cada tipo de nutriente, com a mesma cor que tinham escolhido para ele. E todos conseguiram dar exemplos… a memória foi voltando

Por último, conseguiram identificar no painel quais nutrientes eram energéticos, construtores e reguladores.

OUTRO EXEMPLO DE MAPA MENTAL  

O professor pede para escreverem no centro da folha “Meio ambiente e os 5Rs”.

Obviamente, vão fazer 5 setas ou ramificações e escrever as palavras repensar, reciclar, reutilizar, reduzir, recusar (os alunos irão mencionar pelo menos algumas delas), usando 5 cores diferentes. Depois, irão colocar mais setas e acrescentar retângulos ou colar tiras coloridas para explicar, resumidamente, o que significam essas 5 palavras. Continuando, outras setas e retângulos ou tiras coloridas para a parte mais importante: os alunos darão exemplos de cada uma dessas 5 atitudes de preservação do meio ambiente (eles, com certeza, saberão dar pelo menos um exemplo).

Veja o modelo de um diagrama para esse tema:

MAIS UM EXEMPLO DE MAPA MENTAL, PARA REVISÃO DE GRAMÁTICA

Para recordar qualquer assunto gramatical, o MAPA MENTAL é uma ferramenta excelente. No centro da página, os alunos escrevem, por exemplo, classes gramaticais, e o professor orienta a colocação de setas ou ramificações na quantidade das classes gramaticais que eles já conheçam. Então, uma seta para substantivo, outra para adjetivo, outra para artigo, etc. Em seguida, fazem retângulos ou colagem de tiras coloridas para exemplos que eles próprios irão fornecer.

TORNE ESSA TÉCNICA SUA AUXILIAR CONSTANTE. OS ALUNOS VÃO AGRADECER.

Em suma, o  MAPA MENTAL é uma construção conjunta entre alunos e professor. Todos participam, todos interagem, pois sempre alguém lembra de algo relevante ao tema ou propõe uma ideia ou dá um exemplo. O professor vai gerenciando, fazendo perguntas. Os alunos anotam, mas o mapa fica sempre diferente um do outro, pois, embora coletivo, ao mesmo tempo é individual. E isso torna a experiência bem interessante.

O mapa pode ser feito nas aulas presenciais ou on-line e sobre qualquer assunto de qualquer disciplina do currículo. Pode ser sobre um conteúdo novo, mas que todos tenham algum conhecimento, ou para revisar algo já estudado.

Sem perceber, o aluno treinará o seu cérebro a refletir,  a selecionar, a organizar as ideias, a verificar semelhanças e diferenças, a resumir assuntos, a  relembrar, a memorizar…  

Existe um método melhor? Experimente com suas turmas! Os resultados são surpreendentes, e os alunos adoram esta atividade, principalmente quando podem pintar, ilustrar, usar a criatividade na montagem do Mapa.

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A nova realidade da escola digital

Pedagógico

Quatro das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental apontam a necessidade de relacionar os conhecimentos desenvolvidos nessa etapa da Educação Básica às tecnologias digitais

A competência geral 5, sobretudo, destaca a importância de levar os alunos a compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar, acessar e disseminar informações; produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

As significativas mudanças sociais causadas pelo uso de tecnologias móveis, como celulares e tablets, fazem com que a escola aborde gêneros típicos da cultura digital, como vlogs e ciberpoemas, por exemplo, e ajude os alunos a agir de forma responsável e ética ao realizar ações atualmente corriqueiras, como curtir, comentar e compartilhar posts em redes sociais; enviar fotos, vídeos e áudios com o uso de aplicativos de troca de mensagens.

Além disso, é papel da instituição de ensino mostrar ao educando as múltiplas possibilidades de uso das tecnologias, já que crianças e adolescentes, normalmente, exploram os dispositivos com finalidade de lazer e comunicação.

Para atender a essas necessidades, o material do Sistema Piaget apresenta uma seção específica sobre o tema. 

Segundo Dulce Vieira, diretora pedagógica e editorial do Sistema Piaget, “o objetivo, ao longo dos anos, é apresentar aos alunos softwares (de edição, de apresentação, de planilhas etc.), aplicativos, sites e jogos que possam ser usados para a realização de diversas tarefas escolares”. Por meio das propostas, os estudantes poderão editar imagens e textos para produzir diferentes gêneros discursivos; gravar vídeos para simular, por exemplo, um telejornal; realizar pesquisas na internet e exercitar habilidades relacionadas à programação e ao pensamento computacional, entre outras ações que enriquecem a aprendizagem.

Além desse trabalho proposto no material do Sistema Piaget, nossa Coleção é acompanhada de objetos digitais (videoaulas e jogos) que reforçam o trabalho desenvolvido no Manual do Aluno e podem ser acessados em nossa plataforma Octus – um ambiente virtual de aprendizagem.

Através da plataforma Octus, o Sistema Piaget oferece assistência às escolas para transmitirem as aulas on-line, melhorando desde a gestão até a dinâmica das aulas. É o suporte de que sua escola precisa, com uma ferramenta segura e moderna. 😊

Para mais informações, entre em contato com nossa equipe comercial via WhatsApp: (11) 96308-1190

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O Novo Ensino Médio: desafios e oportunidades

A educação brasileira tem passado por profundas mudanças que visam ofertar um ensino de maior qualidade e, para isso, não há como não colocar o estudante no centro do processo de aprendizagem.

Entre os segmentos educacionais, o Ensino Médio é o mais fragilizado historicamente e o que apresenta números alarmantes de defasagem ou abandono escolar, seja em decorrência das próprias transformações sociais ou emocionais enfrentadas pelos jovens, seja pelo fato de o modelo atual de educação não responder mais de forma satisfatória aos seus anseios e às exigências do mundo contemporâneo.  

A mudança de estrutura no Ensino Médio deve-se à Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Por essa razão, debates sociais em torno desse tema passaram a clamar por um modelo educacional que visasse ao desenvolvimento integral do estudante, por meio do incentivo à autonomia, ao protagonismo e à responsabilidade por suas escolhas presentes e futuras. Essa mudança de modelo resultou no Novo Ensino Médio, que busca garantir aprendizagens essenciais, referenciadas na BNCC, mas com um formato mais flexível.

O que muda com o Novo Ensino Médio?

Três são as principais mudanças do Novo Ensino Médio, as quais objetivam dar aos estudantes maior protagonismo e garantir, a todos, os mesmos direitos de aprendizagem.

  1. A ampliação da carga horária

O Novo Ensino Médio prevê a ampliação da atual carga horária de 2 400 horas para, no mínimo, 3 000 horas até o ano de 2022 e, progressivamente, deverá atingir 4 200 (1 400 por ano escolar – cronograma a ser definido pelas redes de ensino). Essas 3 000 horas inicialmente pretendidas serão distribuídas entre a formação geral básica (1 800 horas, correspondente a 60% da carga horária total), com os conhecimentos previstos na BNCC, e os itinerários formativos (1 200 horas, correspondente a 40% da carga horária total).

É importante destacar que as escolas poderão distribuir a carga horária entre a formação geral básica e os itinerários formativos da maneira que melhor atender aos interesses da comunidade, desde que cumpra as 1 000 horas por ano escolar. Observe, a seguir, algumas possibilidades.

2. A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

 Sem a BNCC, documento indispensável para a (re)elaboração dos currículos, não seria possível colocar em prática a proposta de flexibilização curricular. Esse documento garante não só as aprendizagens essenciais, por meio do desenvolvimento de competências e habilidades, como também a promoção da autonomia e do protagonismo juvenil nas diferentes áreas do conhecimento.

  •  A escolha por itinerários formativos

Os currículos que serão definidos pelas escolas para atender às demandas do Novo Ensino Médio terão uma parte referenciada pela BNCC, a chamada formação geral básica (conjunto de competências e habilidades das áreas de conhecimento – Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e suas Tecnologias), e os itinerários formativos, que oferecem aos estudantes diferentes caminhos ajustados aos seus interesses e ao seu projeto de vida. Esses itinerários podem ser entendidos como um conjunto de situações e atividades educativas que possibilitarão aos estudantes aprofundar seus conhecimentos e se preparar para o prosseguimento nos estudos ou para o ingresso no mundo do trabalho.

  • E como esses itinerários podem estar organizados?
  • Por área do conhecimento, com o objetivo de ampliar aprendizagens em determinada área de conhecimento:   

Linguagens e suas Tecnologias

Matemática e suas Tecnologias

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Os itinerários formativos podem ser definidos por cada escola, considerando suas particularidades e os anseios de alunos e professores. Cada itinerário pode mobilizar uma ou mais competências da(s) área(s) em que está organizado.

  • Formação técnica e profissional, que tem como objetivo promover a qualificação profissional dos estudantes para o mundo do trabalho.
  • De forma integrada, ou seja, combinando-se itinerários de área(s) do conhecimento com o(s) de formação técnica e profissional. 

Esses itinerários organizam-se a partir de quatro eixos estruturantes:

  • Investigação Científica, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam participar de forma ativa na sociedade em que vivem valendo-se da rede de informações disponíveis. 
  • Processos Criativos, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam participar da sociedade valendo-se de conhecimentos, habilidades e recursos de modo criativo para propor, inovar e inventar.
  • Mediação e Intervenção Sociocultural, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam atuar como agentes de mudanças e de construção de uma sociedade mais ética, justa, democrática, inclusiva, solidária e sustentável.
  • Empreendedorismo, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam participar de uma sociedade em constante mudança, por meio do uso de conhecimentos e habilidades que os permitam se adaptar a contextos diferentes e criar novas oportunidades para si e para os outros.

Os itinerários formativos devem contemplar, preferencialmente, todos esses eixos. No entanto, caso não seja possível, ao menos um deles.

As atividades praticadas nos itinerários formativos podem ser bem diversificadas: aulas presenciais ou remotas, oficinas, pesquisas de campo, cursos, laboratórios etc.

As atividades realizadas a distância podem contemplar até 20% da carga horária total (ensino médio diurno) e 30% (ensino médio noturno), tanto na formação geral básica quanto, preferencialmente, nos itinerários formativos.

Quais são as possibilidades para os itinerários formativos?

Não há apenas uma forma de arranjo para a implementação dos itinerários nas escolas. Cada unidade escolar poderá ofertar arranjos diferentes. A seguir, apresentamos três exemplos:

No exemplo 1, o estudante realiza dois itinerários de forma sequencial. O primeiro itinerário (Linguagens e suas Tecnologias) é realizado no 1º e 2º anos, e o segundo itinerário (Matemática e suas Tecnologias), no 3º ano.

No exemplo 2, o estudante realiza, a partir do 2º ano, um itinerário integrado, ou seja, mobiliza conhecimentos de duas áreas (Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas).

No exemplo 3, o estudante realiza, no 1º ano, uma formação técnica e profissional; no 2º ano, de forma concomitante, um itinerário de formação técnica e profissional e um itinerário na área de Matemática e suas Tecnologias e, no 3º ano, dá continuidade aos estudos no itinerário de Matemática e suas Tecnologias.

No caso da formação técnica e profissional, as escolas podem estabelecer parcerias com outras instituições de ensino. No entanto, a emissão de certificados de conclusão do Ensino Médio fica a cargo da escola de origem do estudante.

Vale ressaltar que o ponto de partida para a definição dos arranjos dos itinerários formativos são os anseios dos estudantes e as possibilidades de oferta de cada escola. O sucesso da implementação do Novo Ensino Médio em cada escola depende dessa construção coletiva, da valorização da troca de ideias entre todos os envolvidos. Só assim a aprendizagem significativa acontece!

O Sistema Piaget, seu parceiro em educação, está com você para auxiliá-lo no planejamento e na implementação do Novo Ensino Médio em sua escola. Conte com a gente!

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Planejamento pedagógico, como fazer e qual é a sua importância?

Pedagógico

Planejamento pedagógico, como fazer e qual é a sua importância?

A educação é um fator que deve ser pensado e construído por meio de processos, afinal, exerce um papel de fundamental importância em nossa sociedade, pois sem ela não há conhecimento nem formação de cidadãos mais conscientes. 

Por isso, a instauração de um Projeto Político Pedagógico nasceu como instrumento importante para assegurar à gestão escolar essas novas perspectivas políticas e educacionais.

“Artigo 20 – § 1º O Projeto Político Pedagógico da escola traduz a proposta educativa construída pela comunidade escolar no exercício de sua autonomia, com base nas características dos alunos, nos profissionais e recursos disponíveis, tendo como referência as orientações curriculares nacionais e dos respectivos sistemas de ensino.“ (DCNEB, Brasil/ MEC, 2013.)

Nesse sentido, é fundamental que o Projeto Político Pedagógico – PPP leve em consideração as regras da BNCC, modificando e adequando seu planejamento pedagógico, de acordo com as diretrizes apresentadas para os diferentes níveis de ensino.

Lembrando que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento homologado pelo Ministério da Educação (MEC), voltado para as etapas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Ela determina, por exemplo, as competências gerais e específicas, além das habilidades e as aprendizagens essenciais que devem ser desenvolvidas ao longo de cada fase da educação básica. Ou seja, a Base funciona como um conjunto de orientações que norteiam as equipes pedagógicas no momento da elaboração dos currículos escolares, devendo ser seguida por todas as instituições escolares do país. 

Quer entender melhor a importância do Projeto Político Pedagógico (PPP)?

Confira a seguir as dicas do Sistema Piaget!

O primeiro passo é realizar a reelaboração curricular, refletindo sobre como o processo de aprendizagem pode contemplar as propostas da Base. Do mesmo modo, é preciso reestruturar os materiais didáticos que serão utilizados, verificando se estes atendem tanto à BNCC quanto às necessidades estudantis.

Ao longo do processo, também é mais do que essencial incentivar a comunicação clara entre os pais e a comunidade escolar, além de oferecer meios e recursos para promover a formação continuada do corpo docente da escola. Com isso, é possível garantir o aumento da qualidade da educação, engajando as famílias e todos os envolvidos no período de transição.

Levando tais aspectos em consideração, a gestão escolar pode propor debates e ações participativas para explicar detalhadamente os princípios democráticos propostos pela BNCC e como eles impactam significativamente a elaboração do PPP na instituição educativa. Tudo isso para que seja possível proporcionar uma educação mais igualitária e favorecer, sobretudo, a criação de um processo colaborativo entre toda a comunidade.

Mas quais são as ações para a (re) elaboração PPP?

1) Envolvimento e sensibilização da equipe da escola para promover o engajamento e a visão de conjunto do trabalho a ser realizado.

2) Planejamento coletivo para organizar o processo e definir as atribuições de cada participante; pode conter informações sobre as ações, etapas, duração e responsáveis.

3) Levantamento para coletar dados e fazer um diagnóstico sobre a escola.

4) Mobilização da comunidade escolar externa (pais e familiares, responsáveis, vizinhos) para participar.

5) Análise e socialização dos dados e definição de prioridades para estabelecer metas com a comunidade escolar.

6) Elaboração e validação do texto do documento.

7) Divulgação da versão final.

8) Uso do documento como referência para nortear a tomada de decisões no cotidiano escolar (permanente).

E a cada ano deve-se refletir sobre os aspectos relacionados a:

1. Atualização das informações sobre a comunidade e dos indicadores educacionais.

2. Discussão da atualização dos indicadores educacionais e o levantamento de metas e ações planejadas no PPP anterior.

3. Organização de grupos temáticos para revisão das ações do plano.

4. Socialização das análises das ações planejadas no PPP anterior com a comunidade escolar.

5. Revisão do texto anterior.

6. Elaboração e validação da redação do texto revisado.

7. Divulgação da versão finalizada.

Com as dicas acima, do Sistema Piaget, você viu como pode proceder com o Projeto Político Pedagógico em sua escola! Então, aproveite o momento para se debruçar sobre este instrumento tão importante na gestão escolar.

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A guerra na redução de mensalidades continua…

Gestão

O advento da pandemia da COVID-19 mudou radicalmente a forma como as relações sociais e econômicas acontecem. Do miúdo ao graúdo, quase tudo o que fazemos, estamos fazendo diferente. Houve uma rápida revolução de costumes, acelerada pela necessidade de adaptação ao desafio.

O mesmo ocorreu com o universo das escolas particulares. Todos os campos de gestão de uma escola, sem exceção, foram atingidos pela pandemia. Muitos capítulos poderiam ser escritos no que se refere às práticas que estão sendo desenvolvidas em resposta a essa nova realidade.

Um desses capítulos, talvez um dos mais importantes, é o das mensalidades. Logo no início da quarentena, quando foi anunciado o fechamento físico das escolas, teve início uma batalha acerca do assunto. Essa batalha evoluiu e se transformou numa guerra.

As escolas têm sido fortemente pressionadas pelos pais de alunos no sentido da redução do valor de suas mensalidades. É uma pressão que extrapola a questão do direito, repousando no campo da negociação comercial. Há famílias que foram atingidas economicamente pela crise e não suportam arcar com o valor das mensalidades enquanto sua renda não se recuperar. E há famílias – aqui, mais numerosas – que, mesmo sem queda expressiva de renda, entendem que a escola precisa baixar seus preços – seja porque teve seus custos reduzidos, seja porque ela precisa participar do esforço a que toda a sociedade está sendo submetida.

Ainda que a iniciativa dos pais seja plenamente compreensível, existem três questões sobre as quais, em geral, eles não estão devidamente informados

a) escola é um tipo de empresa em que existem quase que somente custos fixos; na média, o custo de uma escola se reduz de 3% a 5% com as aulas virtuais; 

b) ainda que tenha observado uma leve queda nos seus custos operacionais, as escolas estão vendo essa economia ser compensada e ultrapassada, de longe, pelas perdas oriundas da inadimplência, dos pedidos de descontos emergenciais e da redução da exploração das atividades extras; assim, o que à primeira vista é algo que beneficia o orçamento da escola, na verdade, está a prejudicá-lo; 

c) as escolas trabalham com margens de lucro muito estreitas – a média não chega a 10% da receita; com o aumento expressivo na inadimplência, certamente o tal “espaço para colaboração da escola com o sacrifício comum” é bastante restrito.  

Os motivos acima expostos explicam a relutância da maioria das escolas em atender aos pedidos dos pais, no que se refere a concessão coletiva de descontos. Mesmo assim, temos observado que um número crescente de escolas tem acabado por ceder. Isso se explica por dois motivos

a) a perda de força da escola na relação com os pais de alunos da educação infantil, curso em que, notadamente, tem havido sérias dificuldades em manter, de forma virtual, a qualidade do ensino presencial; 

b) a possibilidade de utilização da Medida Provisória 936, conhecida como MP do Emprego, que permite redução de custos através de cortes de jornadas e suspensão de contratos de trabalho. Estudar as possibilidades de utilização das prerrogativas previstas nessa MP tem sido uma ação cada vez mais frequente nas escolas – até porque é possível fazer isso sem que os funcionários percam nada. A MP transformou, na prática, o principal custo fixo das escolas em custo variável. Utilizar corretamente essa possibilidade pode ser uma grande chave para o sucesso nesse momento de relação tão delicada com os pais.

Por fim, o Sistema Piaget deixa aqui uma observação que vale para os dois lados, escola e pais: qualquer que seja a estratégia adotada, ela só terá sucesso se ambas as partes estiverem abertas ao diálogo e tiverem a compreensão de que o momento está sendo muito difícil para todos. O momento é de estreitar relações e não de abalá-las.

Por Fernando Barão, economista formado na USP e diretor da Corus ConsultoresFonte: https://revistaeducacao.com.br/2020/05/02/covid-mensalidades-escolares-art/

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Dia do Professor

Pedagógico

Você sabe a origem do Dia do Professor? Conheça a história por trás do 15 de outubro!

Em 15 de outubro comemora-se o Dia do Professor em todo o Brasil. Mas você sabe qual o motivo da comemoração nesta data específica? A resposta vem do Brasil Imperial.

No dia 15 de outubro de 1827 (consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um decreto que criou o Ensino Elementar no país. Pelo decreto, todas as cidades, vilas e lugarejos deveriam ter suas “escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava da descentralização do ensino, do salário dos professores, das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até sobre como os professores deveriam ser contratados.

A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje Ensino Fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc.) para a economia doméstica.

Cento e vinte anos depois, em 1947, um professor paulista teve a ideia de transformar a data em feriado e iniciou a tradição de homenagear os professores no dia 15 de outubro, em referência ao decreto de D. Pedro I.

A ideia surgiu porque o período letivo do segundo semestre escolar era muito longo: ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo o período. Para amenizar a estafa, um pequeno grupo de quatro educadores, liderados por Samuel Becker, teve a ideia de organizar um dia de folga. O dia também serviria para analisar os rumos do restante do ano letivo.

Foi então que o professor Becker sugeriu que esse encontro acontecesse no dia 15 de outubro. A sugestão foi aceita, e a comemoração, que acabaria se tornando uma pequena confraternização, teve a presença maciça de professores e alunos, que levaram até mesmo alguns doces preparados em casa.

O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase “Professor é profissão. Educador é missão”. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.

O Decreto define a essência e a razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Trata-se de uma das profissões mais importantes de nossa sociedade. E em 2020, ser professor foi, mais do que nunca, muito desafiador, por isso, neste ano, o Sistema Piaget, sistema de ensino presente em mais de 250 escolas brasileiras, resolveu presentear os educadores com um ‘spa mental’. A experiência, que acontecerá entre os dias 20/10 e 22/10, é on-line e tem o objetivo de promover equilíbrio, além de resgatar de energia e a motivação dos profissionais.

As escolas como conhecíamos não existem mais, e o novo contexto exigiu que todos, da rede pública às instituições privadas, adotassem métodos e práticas novas, que buscassem outras formas de ensinar. Para os professores que estiveram na linha de frente, foi preciso se reinventar, redescobrir. Espera-se que, nesse novo caminho trilhado pela educação, possamos valorizar esses profissionais da forma como eles merecem.  

Para todos os professores, a nossa gratidão e o nosso carinho!

Sistema Piaget

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Tendências pedagógicas, o que são?

Gestão

Tendências pedagógicas, o que são?

O planejamento e a execução da gestão educacional da sua escola precisam estar sempre em evolução. Olhar para fora é fundamental para melhorar o que está sendo desenvolvido dentro da instituição de ensino. Uma ótima forma de garantir isso é acompanhando novas tendências pedagógicas.

É importante refletir sobre essas tendências antes de aplicá-las, para não correr o risco de cair em modismos. No entanto, é possível obter inspiração a partir de conceitos inovadores e trazê-los para a sala de aula a fim de aprimorar o ensino.

Veja, a seguir, as tendências pedagógicas que podem ser implementadas em sua instituição de ensino.

Interdisciplinaridade

Uma das tendências pedagógicas que podem ser adotadas em sua escola é a interdisciplinaridade. Quer um exemplo de como fazer isso? No estudo da Revolução Industrial, os professores de História e de Física podem se unir para falar do mesmo tema: enquanto, em História, estuda-se o contexto que levou à Revolução, a Física aborda o funcionamento de uma máquina a vapor.

A interdisciplinaridade ajuda os alunos a entenderem que os fenômenos, sejam eles naturais ou sociais, não estão isolados em apenas uma disciplina.

Atenção ao mundo digital

A popularização da internet fez com que diversos processos do dia a dia passassem a depender muito dela. A escola precisa se preparar para os reflexos dessa tecnologia, os quais podem impactar na gestão educacional.

Cyberbullying e privacidade digital, por exemplo, são algumas pautas que podem entrar em discussão no ambiente escolar. Afinal, têm impacto na sociedade e, consequentemente, no cotidiano dos alunos.

Trabalho com inteligências múltiplas

Cada aluno de uma escola é diferente, e essas particularidades sempre devem ser consideradas no planejamento da aula.

O trabalho com metodologias ativas é uma maneira de atuar com inteligências múltiplas. Como o aluno é colocado como protagonista do seu aprendizado, ele terá mais liberdade para aplicar seus talentos na resolução dos problemas propostos.

Formação da cidadania

A escola não serve apenas para transmitir conhecimento, tendo também o papel de formar cidadãos. Os alunos devem entender como podem contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária.

É necessário que o currículo escolar desenvolva nos alunos maior conscientização do seu papel na comunidade em que vivem. A escola pode ajudá-los a refletir sobre seus direitos e deveres, além de criar situações de participação cidadã.

Ambientes de aprendizagem

Pensar no papel do espaço escolar é uma das tendências pedagógicas que podem trazer uma série de benefícios à aprendizagem. Tendo em vista que os diferentes ambientes contribuem para o desenvolvimento das atividades, a educação escolar, como um todo, tende a ganhar com isso.

Por exemplo, se a ideia é incentivar a interação entre os alunos em certas tarefas, o espaço precisa facilitá-la. O contrário também é válido: se a ideia é o estudo individual, os alunos precisam de um ambiente que limite as distrações.

Movimento Maker

Colocar a mão na massa é uma forma altamente eficaz de consolidar o aprendizado e proporcionar novas experiências aos alunos. Isso é possível ao trabalhar com esta tendência pedagógica, a qual pode ser muito vantajosa para a sua escola: o Movimento Maker.

O Movimento Maker é baseado na tendência DIY (do inglês do it yourself, ou “faça você mesmo”). A base dela é ensinar os alunos a usar recursos próprios para criar e modificar o que precisam em seus projetos. Essa abordagem pode ser integrada a várias outras tendências pedagógicas e contribui para a formação integral dos alunos.

Jogos em sala de aula

Os games deixaram de ser apenas recursos de lazer, podendo contribuir muito para a aprendizagem dos alunos ao ensinarem diferentes competências bastante valiosas. Por serem fundamentados na conquista do engajamento dos alunos, tendem a ser ferramentas bastante efetivas para alcançar resultados junto a turmas de diversas faixas etárias.

Ao acompanhar tendências pedagógicas promissoras, você passa a contar com as ferramentas necessárias para manter a sua escola sempre no caminho da inovação. Trata-se de algo fundamental para que continue relevante no mercado e tenha um valor perceptível, o qual colaborará para a captação de matrículas o ano todo.

Você sabia que o Sistema Piaget tem uma plataforma exclusiva de jogos e videoaulas, além de um Programa Maker preparado especialmente para escolas de Educação Básica? Caso tenha interesse, fale com um de nossos consultores para saber como o Sistema Piaget pode ajudar sua instituição.