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Aprendizagem baseada em problemas: entenda o que é e como aplicar

Aprendizagem baseada em problemas: entenda o que é e como aplicar

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre

Uma característica essencial de um ensino significativo é a contextualização dos conteúdos, ou seja, os assuntos trabalhados precisam se relacionar com a realidade dos alunos. 

Considera-se efetivamente a eficácia do processo ensino-aprendizagem se o que for aprendido apresentar utilidade para os alunos no seu cotidiano. Quando isso ocorre, eles se sentem motivados e percebem a importância da escola e dos estudos.

E nada é mais contextualizado do que uma aula ou projeto organizado a partir de um problema da realidade. E problema temos de sobra, não é verdade? Os problemas fazem parte do nosso dia a dia. Há problemas socioeconômicos, emocionais, sanitários, ambientais. Problemas do bairro, da cidade, do país, do mundo.

Então, a partir da escolha de um “problema” (após decisão dos próprios alunos), os professores podem criar um projeto interdisciplinar. Todas as disciplinas são bem-vindas e têm potencial para contribuir na pesquisa, na análise, na geração de propostas de resolução ou mesmo na elaboração das apresentações finais.        Por exemplo, num trabalho de abordagem do tema “A desigualdade social no Brasil”, todas as disciplinas podem participar. Citaremos algumas: História (com as causas sociopolíticas da desigualdade); da  Geografia (com as características regionais do país); das  Ciências (com as questões ambientais); da Matemática (para a verificação das estatísticas sobre a população, cor da pele, gênero, escolaridade, desemprego, pobreza), da Arte (para a expressão artística de aspectos analisados ou conclusões), etc.

METODOLOGIA ATIVA

De acordo com a BNCC, as aulas devem desenvolver nos alunos as seguintes competências básicas: conhecimento crítico, cultura digital, criatividade e comunicação e expressão.

Para  desenvolver exatamente essas habilidades, criou-se a chamada ABP (aprendizagem baseada em problemas), que emprega, necessariamente, uma METODOLOGIA ATIVA. Isso quer dizer que o professor não oferece o conteúdo pronto e as conclusões, como nas aulas tradicionais. Ele conduz os estudantes e caminha lado a lado a eles na busca pelo conhecimento.

De modo protagonista, os alunos promovem o próprio aprendizado, a partir de recursos variados, entre eles tecnologias do mundo da cultura digital, do qual as crianças e jovens de hoje fazem parte.

A pesquisa dos conteúdos se faz quase sempre pela internet, com o uso de sites e aplicativos. O debate, indispensável após o levantamento de dados (sempre gerenciado pelo professor), proporciona o confronto de ideias para a formação de uma opinião crítica.

A criatividade, por sua vez, é inerente à metodologia ativa. Os alunos têm a oportunidade de exercitar a competência de comunicação e expressão em diferentes linguagens (verbal e não verbal). Cabe ao professor estimular os alunos a  experimentarem.          

ENGAJAMENTO NAS AULAS E TRABALHO EM EQUIPE

Como as atividades que caracterizam a metodologia da ABP são interativas e dinâmicas, os alunos precisam se relacionar necessariamente com os colegas. 

Uns dependem dos outros para chegarem a uma solução. Também precisam aprender a ouvir e esperar a sua vez de falar; a se comunicar de maneira clara; a fazer concessões e aceitar outras opiniões durante as reuniões. 

Enfim, esse método estimula o sociointeracionismo, o autorrespeito, o respeito ao outro,  e oferece   treino constante das atitudes adequadas para se trabalhar em grupo. 

 A “ABP” E A “SALA DE AULA INVERTIDA”

A metodologia da ABP (aprendizagem baseada em problemas) combina muito bem com outra metodologia ativa, que é a Sala de Aula Invertida. Nessa última proposta, os alunos pesquisam  o assunto ou conteúdo antes da aula, e o encontro na classe  se torna uma oportunidade de esclarecer dúvidas, realizar atividades, trocar conhecimentos e fixar a aprendizagem.

Na verdade, as duas metodologias se complementam e podemos dizer que a ABP é uma Sala de Aula Invertida tendo um “problema” como tema. E, nos dois casos, o professor, embora tenha o papel fundamental de mediador e orientador, não oferece a aprendizagem pronta. Os alunos a conquistam com suas pesquisas, reflexões e participação nas atividades práticas e nos debates. Lembremos, ainda, que o “fechamento” das atividades (organizado pelo professor) é indispensável, já que visa habituar os alunos a fazerem uma espécie de “resumo” de tudo o que viram e ouviram, assimilando as ideias básicas e fundamentais.

O MATERIAL DIDÁTICO DO SISTEMA PIAGET 

A educação está em constante evolução e precisamos oferecer uma educação de qualidade aos nossos alunos. Por isso, buscar metodologias que abracem as novas necessidades e despertem interesse  é sempre uma boa pedida. 

O material do Sistema Piaget utiliza a metodologia da ABP (aprendizagem baseada em problemas), com aulas interessantes que atraem e motivam os alunos.

Assim sendo,  o desenvolvimento da autonomia e do protagonismo se apresenta como um dos nossos objetivos principais.

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