Categorias
Uncategorized

PAULO FREIRE E SUA PEDAGOGIA SIGNIFICATIVA

PAULO FREIRE E SUA PEDAGOGIA SIGNIFICATIVA

“A leitura do mundo precede a leitura da palavra” (FREIRE, 1989)

Por Maria Luísa Silvestre

Paulo Freire faria, no dia 19 de setembro de 2021, 100 anos. Esse brilhante educador e filósofo  é considerado o  “Patrono da Educação Brasileira” e recebeu homenagens em todo o Brasil pelo   seu centenário.  A sua obra é reconhecida mundialmente: ele tem títulos em 41 instituições de ensino, como nas universidades de Harvard, Cambridge e Oxford.

Esta frase tão conhecida de Paulo Freire “A leitura do mundo precede a leitura da palavra” quer dizer que a realidade vivida é a base para qualquer aprendizado, ou seja, conceitos novos  só são adquiridos quando têm ligação com o já conhecido.

Na verdade, o conceito pedagógico hoje utilizado de CONTEXTUALIZAÇÃO surgiu da percepção de Paulo Freire de que primeiramente observamos e analisamos a realidade em que vivemos, para, depois, podermos ampliar os nossos horizontes.

 

O QUE ERA A LEITURA PARA ESSE GRANDE PEDAGOGO?

“Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha.”

Paulo Freire menciona que  o aluno deve ser o agente de seu processo de aprendizagem, e os conteúdos precisam ser significativos para ele, terem ligação com sua vida, suas vivências, suas experiências. Assim, se estabelece o LETRAMENTO, processo em que a leitura é realmente entendida pelo leitor, amplia a sua conscientização sobre o mundo e até possibilita ações para modificá-lo. 

O aprendiz de Paulo Freire é construtor do próprio aprendizado, exatamente como já nos dizia o pensador Jean Piaget.  Assim, uma educação em que o aluno parte do que lhe é concreto e conhecido para  em seguida assimilar novas informações — dentro de uma proposta contextualizada, que permite reflexão e análise  dos conhecimentos de forma crítica —, tem em comum a  visão de dois importantíssimos pensadores: Piaget e Paulo Freire.

PAULO FREIRE NA METODOLOGIA DO SISTEMA PIAGET

Paulo Freire enfatiza que a  LEITURA nos apresenta o desconhecido; nos faz comparar, analisar, refletir; nos torna cidadãos conscientes, críticos e agentes de mudança.

E as nossas propostas de ensino, do Sistema Piaget e da Escola de aplicação (Colégio Piaget),  vão ao encontro dessas ideias. Tanto é que os nossos projetos educacionais (da Educação Infantil ao Ensino Médio) partem sempre de um livro, seja em papel, seja em formato digital.

Para os pequenos da Educação Infantil, os livros são lidos pelas professoras e pelas famílias. De modo oral ou em forma de desenhos e dramatizações, os livros são sempre trabalhados de maneira interativa com os alunos. 

No 1º ano do Ensino Fundamental, os livros (devidamente selecionados de acordo com o interesse e realidade dos alunos) são utilizados tanto para estimular o gosto da leitura como para promover as primeiras “hipóteses de leitura e escrita”.

Já nas séries seguintes, os livros são a base para qualquer atividade, auxiliando, com os seus temas específicos, na contextualização dos conteúdos e descobertas.         

ALGUNS DOS IMPORTANTES LEGADOS DE PAULO FREIRE

1- EXPERIÊNCIA DO ALUNO

Na metodologia proposta por Freire, os professores devem utilizar a experiência de vida dos alunos para que eles possam construir o conhecimento. Ele menciona que fazer associação do conteúdo pedagógico aos fatos do dia a dia dos educandos  torna o aprendizado efetivo e mais significativo. 

Se a experiência do aluno tem importância, ele precisa ser ouvido. E, ao ter voz, ele passa de aluno passivo a aluno protagonista.

Assim, um dos legados de Freire hoje é tão acatado: o PROTAGONISMO DISCENTE

2- DIÁLOGO E EMPATIA                                                                                                                                             

Segundo Freire, o professor deveria interagir com os alunos, expressar seu carinho, sua preocupação e interesse por eles: “Esse relacionamento afetuoso repercute na construção de um aprendizado efetivo e troca constante de conhecimentos”

E não foram essas as atitudes que os professores adotaram para incentivar os alunos durante as aulas a distância? E não ficou evidente, agora, no retorno às aulas presenciais, que as aulas devem continuar diferentes, contextualizadas e interativas; que a empatia com os alunos é essencial para agregá-los;  que o diálogo precisa ser constante?

Portanto, seguimos no passado recente e continuamos seguindo no presente as orientações do mestre Paulo Freire.     

         

HOJE ENTENDEMOS MELHOR A METODOLOGIA DE PAULO FREIRE

Em tempos de pandemia, as escolas adotaram aulas especiais para “dialogar sobre sentimentos”.  

O conteúdo socioemocional, que agora já consta da grade curricular de muitas delas, surgiu da necessidade de proporcionar aos alunos estratégias para que eles se conhecessem, percebessem seus sentimentos e detectassem comportamentos positivos ou negativos decorrentes  de suas emoções.

Quando a  Educação, acatando as recomendações da  BNCC,  promove  o autoconhecimento, o conhecimento do outro, o respeito às diferenças e o amor, ela está reproduzindo os ensinamentos de Paulo Freire. 

Lembremos outra frase fundamental do mestre: “Não se pode falar em educação sem amor.”.  

Hoje entendemos bem que o aluno precisa gostar da escola, gostar das aulas, gostar dos professores. E só se consegue isso com muito AMOR.

Se você gosta da metodologia de Paulo Freire, gostará de conhecer o material pedagógico do Sistema Piaget, que contém as principais propostas do mestre:
aulas contextualizadas;
leitura como centro da abordagem de novos conteúdos;
valorização da experiência que os alunos já possuem;
interatividade; 
protagonismo discente.

Se quiser saber mais, entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

COMO ESCOLHER OS LIVROS DE LEITURA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL?
Uncategorized

COMO ESCOLHER OS LIVROS DE LEITURA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL?

 COMO ESCOLHER OS LIVROS DE LEITURA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL? Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre Os educadores sabem que estimular o hábito da leitura é essencial para o desenvolvimento dos alunos em suas variadas potencialidades. Ler estimula a criatividade, trabalha a imaginação, exercita a memória, contribui com o crescimento do vocabulário e melhora a […]

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO
Uncategorized

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre O Dia do Indígena / Dia do Índio na escola é parte da programação anual das instituições de ensino. A data é importante para valorizar as culturas que formaram nosso país. Falar dos povos indígenas é falar da natureza, riqueza linguística e cultural, resistência […]

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO
Uncategorized

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO Dicas para a readaptação Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Mesmo em tempos de pandemia, que exigem distanciamento social e tornam menores as chances de viagens, as férias são sempre boas, tanto para o descanso quanto para outras atividades que, normalmente, não fazem parte da rotina. […]

FORMAÇÃO CONTINUADA
Uncategorized

FORMAÇÃO CONTINUADA

Pedagógico FORMAÇÃO CONTINUADA Nova realidade, nova forma de ensino, novo conteúdo Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Os professores, coordenadores e diretores sabem muito bem como a escola precisou se modificar neste ano e meio, devido à pandemia. A forma de se comunicar com os alunos exigiu inúmeras adaptações. Os professores precisaram reinventar suas […]

PENSAMENTO COMPUTACIONAL
Uncategorized

PENSAMENTO COMPUTACIONAL

 PENSAMENTO COMPUTACIONAL OU PENSAMENTO ALGORÍTMICO Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Esses nomes chegam a nos assustar, não é mesmo?  A princípio pensamos que se trata de uma aula de informática ou uma aula de qualquer disciplina usando o computador. Mas, na realidade, basicamente, pensamento computacional ou pensamento algorítmico significa “PENSAMENTO LÓGICO”.   Tais […]

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO
Uncategorized

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Você sabe que tanto o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) quanto os mais importantes Vestibulares do país apresentam uma prova de redação e quase sempre o gênero textual pedido é uma dissertação cujo tema se relaciona a questões da atualidade. NO CAMPO […]

Categorias
Uncategorized

COMO ESCOLHER OS LIVROS DE LEITURA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL?

 COMO ESCOLHER OS LIVROS DE LEITURA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL?

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre

Os educadores sabem que estimular o hábito da leitura é essencial para o desenvolvimento dos alunos em suas variadas potencialidades. Ler estimula a criatividade, trabalha a imaginação, exercita a memória, contribui com o crescimento do vocabulário e melhora a escrita, além de outros benefícios. 

Segundo as orientações da BNCC, a leitura tem importância para o estudante na sua formação como indivíduo, pois provoca reflexões e o torna cidadão crítico e consciente de seus direitos e deveres  perante a sociedade em que vive.

Assim, diante da incumbência do professor de ser o influenciador na aquisição do gosto pela leitura, a escolha dos livros tem enorme relevância nesse processo.

LIVROS QUE AGRADAM OS ALUNOS

Os livros precisam agradar os alunos, ser significativos para eles, atender às suas necessidades de respostas para tantas dúvidas que possuem, além de oferecer novidades, experiências inusitadas e até mesmo aventuras, como as crianças e adolescentes tanto apreciam. 

Muitos alunos se desmotivam a ler quando o livro não corresponde às suas expectativas. Infelizmente, alguns professores, principalmente dos Anos Finais do Ensino Fundamental, acreditam que já  devam iniciar com os clássicos da Literatura Brasileira. Devemos salientar que ainda é cedo e que, agora, no Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) o objetivo é fazer com que os alunos apreciem a leitura. Por mais que se tenha a boa vontade e o trabalho adequado do professor, José de Alencar ou Joaquim Manuel de Macedo (para citar alguns dos autores que os professores adotam) não são do agrado do aluno e podem gerar um bloqueio para a leitura difícil de ser superado.

Hoje, as editoras disponibilizam livros bem diversificados. Mesclar assuntos e gêneros literários na lista dos livros selecionados para o ano letivo pode ser uma opção de sucesso. Contos, crônicas, quadrinhos e poesias devem constar na seleção.

DICAS PARA ESCOLHER OS LIVROS CERTOS E CRIAR PROJETOS

1- INICIAR COM A ESCOLHA DE UM TEMA 

A própria BNCC nos recomenda trabalhar com os alunos as Habilidades Socioemocionais. Há muitos livros que tratam de assuntos emocionais da vivência cotidiana do leitor infanto-juvenil: medo, insegurança quanto à aparência, problemas de relacionamento familiar, bullying, etc.

Se o professor escolher trabalhar as EMOÇÕES, pode pedir às editoras que mandem livros sobre esse tema (de acordo com a série da turma) para que possa selecionar. 

Essa temática tem muito significado para os alunos e auxilia no seu autoconhecimento, na formação da consciência crítica e na formulação de propostas de resolução de conflitos.

E existem muitos outros temas interessantes, como: Meio Ambiente, Cidadania, Virtudes, Antirracismo, etc. 

O tema pode também ser escolhido pelos próprios alunos conforme seus interesses. 

Recomendamos, portanto, que a escolha não se inicie com o  livro, mas com o TEMA,  sobre o qual um leque de opções de bons livros se apresentarão.

2- PROJETO INTERDISCIPLINAR DE LEITURA

Os trabalhos sobre um TEMA, com a leitura de uma ou mais obras, requerem a organização de um PROJETO INTERDISCIPLINAR DE LEITURA. Além de Língua Portuguesa, outras disciplinas poderão participar (História, Geografia), enriquecendo os debates e promovendo diferentes atividades em grupos. Salientamos que, para qualquer livro/tema, é bem-vinda a participação da disciplina de Arte que, empregando a CULTURA MAKER (proposta do “faça você mesmo”, com diversos materiais, principalmente os recicláveis), possibilita a interatividade do aluno na montagem de um cenário, um personagem ou um elemento que caracterize as mensagens da leitura.

3- GAMIFICAÇÃO 

Os recursos digitais precisam ser inseridos em todos os projetos, já que fazem parte do cotidiano dos alunos. É consenso que eles são os “nascidos digitais” e parecem ter habilidades natas para acompanhar as diversas propostas que a tecnologia traz para o nosso dia a dia. Por isso, os JOGOS DIGITAIS  trazem grande apoio aos professores e infinitas descobertas aos alunos.

A GAMIFICAÇÃO ajuda na exploração dos conteúdos relacionados ao livro lido e desperta o interesse dos alunos.

Uma dica é utilizar a gamificação nas aulas de Inglês. Como, em geral, o professor dessa disciplina já comumente cria jogos a partir de aplicativos, poderá criar uma atividade com palavras-chave da obra literária (em inglês, é claro)  e, de modo lúdico, abordar o tema e ampliar o vocabulário dos alunos.

Existem muitos links para o professor de Inglês acessar jogos. E é possível,  baseando-se nos games que os sites trazem, fazer adaptações para o assunto desejado.

O Sistema Piaget possui uma plataforma digital que reúne todo nosso conteúdo e que pode ser acessado a qualquer hora, de qualquer lugar; para alunos, professores e gestores. Lá se encontram digitalizados todos os Manuais do Aluno e do Professor, de todos os anos, do Infantil ao Ensino Médio. Na parte de recursos digitais, o conveniado poderá assistir as videoaulas exclusivas do Sistema Piaget, acessar jogos didáticos, aprender com conteúdos interativos e muito mais!

4- LIVROS DIGITAIS

Na era digital, deparamos com um verdadeiro universo de possibilidades. É o caso dos livros, que deixaram de ser apenas impressos.  Surgiram os ebooks para aprimorar a experiência dos leitores com inúmeros conteúdos virtuais de fácil acesso. Atualmente, há na internet 33 sites que permitem baixar livros digitais de graça. São livros digitais gratuitos dos mais variados temas e instituições. 

Parceira do Sistema Piaget, a plataforma literária digital “ÁRVORE” possui 30 mil livros infanto-juvenis para os trabalhos em sala de aula e leitura em casa pelo computador, tablet e até celular. Uma ramificação dessa plataforma, denominada “ÁRVORE ATUALIDADES”, apresenta reportagens, entrevistas, crônicas, tirinhas e atividades gamificadas.         

As obras podem ser escolhidas por TEMAS  pelo professor e pelos próprios alunos. 

Como o mundo digital veio para ficar, os alunos adoram ter acesso a essa plataforma, o que estimula o hábito da leitura.

Quer conhecer essa proposta do Projeto Literário e outras que trabalham todas as dimensões do ser humano, clique aqui, e consulte o portfólio do Sistema Piaget

5- PROTAGONISMO DISCENTE

A NOVA ESCOLA  propõe uma metodologia de PROTAGONISMO dos alunos,  dando-lhes visibilidade, colocando-os em papel de destaque, dando-lhes voz. Em vista disso, o PROJETO INTERDISCIPLINAR DE LEITURA necessita oferecer a oportunidade de os alunos atuarem, criarem, errarem, refazerem, organizarem e reorganizarem. 

Uma proposta é a de, no final dos trabalhos com o livro (ou livros) do tema selecionado, solicitar que os alunos:

 organizem uma exposição das atividades de Arte realizadas; 

  montem pecinhas ou dramatizações das conclusões sobre o tema estudado; 

criem vídeos com imagens e áudio, a partir da utilização, por exemplo,  da  LUMIELABS – Plataforma de Vídeo da Britannica (Um dos parceiros do Programa Transforma do Sistema Piaget) apresentando, de modo resumido, o aprendizado que adquiriram com a leitura. 

Nessas propostas, os alunos, divididos em equipes, planejam e executam as atividades. O professor terá, como sempre, o seu importante papel de orientador e mediador.

Gostou do artigo? Compartilhe com um amigo!
Comente o que você tem feito para inovar a leitura em sala de aula!

Sistema Piaget busca dar as ferramentas necessárias para que as escolas possam exercer seu papel da formação de cidadão para o mundo. 

Se quiser saber mais, entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!


Mantenha-se informado sobre as novidades na educação, acompanhando nosso blog. Em nossas redes sociais também temos conteúdos exclusivos. Confira!

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO
Uncategorized

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre O Dia do Indígena / Dia do Índio na escola é parte da programação anual das instituições de ensino. A data é importante para valorizar as culturas que formaram nosso país. Falar dos povos indígenas é falar da natureza, riqueza linguística e cultural, resistência […]

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO
Uncategorized

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO Dicas para a readaptação Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Mesmo em tempos de pandemia, que exigem distanciamento social e tornam menores as chances de viagens, as férias são sempre boas, tanto para o descanso quanto para outras atividades que, normalmente, não fazem parte da rotina. […]

FORMAÇÃO CONTINUADA
Uncategorized

FORMAÇÃO CONTINUADA

Pedagógico FORMAÇÃO CONTINUADA Nova realidade, nova forma de ensino, novo conteúdo Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Os professores, coordenadores e diretores sabem muito bem como a escola precisou se modificar neste ano e meio, devido à pandemia. A forma de se comunicar com os alunos exigiu inúmeras adaptações. Os professores precisaram reinventar suas […]

PENSAMENTO COMPUTACIONAL
Uncategorized

PENSAMENTO COMPUTACIONAL

 PENSAMENTO COMPUTACIONAL OU PENSAMENTO ALGORÍTMICO Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Esses nomes chegam a nos assustar, não é mesmo?  A princípio pensamos que se trata de uma aula de informática ou uma aula de qualquer disciplina usando o computador. Mas, na realidade, basicamente, pensamento computacional ou pensamento algorítmico significa “PENSAMENTO LÓGICO”.   Tais […]

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO
Uncategorized

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Você sabe que tanto o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) quanto os mais importantes Vestibulares do país apresentam uma prova de redação e quase sempre o gênero textual pedido é uma dissertação cujo tema se relaciona a questões da atualidade. NO CAMPO […]

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS PROCESSOS
Uncategorized

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS PROCESSOS

Pedagógico ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS PROCESSOS Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina O período de alfabetização é, antes de qualquer coisa, um período de descobertas. Através de brincadeiras, jogos ou até mesmo fantoches, a professora encaminha os alunos ao conhecimento das primeiras letras e palavras. É nessa relação que surge […]

Categorias
Uncategorized

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre

O Dia do Indígena / Dia do Índio na escola é parte da programação anual das instituições de ensino. A data é importante para valorizar as culturas que formaram nosso país. Falar dos povos indígenas é falar da natureza, riqueza linguística e cultural, resistência e diversos temas sempre atuais.

Os índios são os habitantes originários do Brasil. Quando os portugueses chegaram aqui, em 1500, havia índios espalhados por todo o território, divididos entre 1.000 povos diferentes  (estima-se que eram de 3 a 5 milhões de pessoas).

O dia 19 de abril é considerado como o “Dia do Índio”, e  a canção “Todo dia era dia de índio” é mais do que uma homenagem ao povo indígena brasileiro. Ela é uma forma de conscientização do desrespeito aos índios que existe até hoje e da mortandade que o “homem branco” praticou (e pratica) desde que ocupou suas terras.

UM POUCO DE HISTÓRIA 

      Durante o período de colonização, para que os invasores dominassem o território, os índios foram assassinados em massa. Muitos eram escravizados, e os que conseguiam escapar fugiam para o interior, enquanto o litoral ia sendo ocupado por povos estrangeiros.  

      Os verdadeiros donos da terra eram considerados como raça inferior, incapaz, destituída de alma e, comparados a bichos, podiam ser mortos. 

       Com o passar dos anos, tribos inteiras foram dizimadas.

     Somente em 1907, o Brasil, pela primeira vez, foi denunciado em um fórum internacional por massacrar seus índios. Este foi um dos fatores que levaram o governo a criar, em 1910, o Serviço de Proteção ao Índio, dirigido em seus primeiros tempos pelo Marechal Cândido Rondon, que era descendente de índios, e foi grande defensor da causa indígena, lutando por seus direitos.

        A Constituição de 1934 e todas as seguintes reconheceram o direito dos índios à posse das terras que habitavam tradicionalmente. A partir dos anos 1940 o interesse pelos índios se tornou mais forte entre antropólogos, sociólogos, etnólogos, historiadores, ambientalistas e filósofos. Figuras como Darcy Ribeiro e os irmãos Villas Boas fizeram muito para promover mais respeito aos índios, denunciando sua condição de opressão e salientando a importância das suas culturas.

       A esta altura, porém, a população total de índios havia caído para cerca de 120 mil indivíduos, e continuava em declínio.

      Na Constituição de 1988, previu-se o direito dos índios, individualmente ou suas comunidades. E ficou estabelecido um prazo de 5 anos para a demarcação de terras indígenas, que “são aquelas tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas do Brasil, habitadas em caráter permanente, utilizadas para as suas atividades produtivas, e imprescindíveis à preservação dos recursos naturais necessários para o seu bem-estar e sua reprodução física e cultural, de acordo com seus usos, costumes e tradições.” 

        Porém, na prática, a demarcação de terras indígenas nunca foi respeitada.

CONTINUA A TRISTE REALIDADE 

        O censo demográfico de 2010 realizado pelo IBGE constatou que havia no Brasil cerca de 817.963 indígenas. Desse total, 502.783 encontravam-se na zona rural e 315.180 habitam os centros urbanos.

         A verdade é que os poucos índios que restam nas matas continuam ameaçados. O agronegócio atual vem tomando suas terras. A mineração na forma de garimpo é vedada aos não-indígenas, mas garimpeiros clandestinos são comuns e envenenam as águas dos rios.

Aldeia de índios isolados, sem contato com a civilização, no Acre

ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO INDÍGENA 

       A comunidade indígena, liderada pelo cacique Raoni e outros índios, como Ailton Krenak e Marcos Terena, atua na busca de seus direitos.

  A posse da sua terra é a maior reivindicação dos índios brasileiros. O objetivo da demarcação é garantir realmente a proteção dos limites da demarcação, impedindo sua ocupação por não-índios. A sobrevivência deles depende disso.

Cacique Raoni, uma das mais importantes
  lideranças indígenas do Brasil

É lei!

A Lei 11.645/08 determina: “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”.

Embora seja lei desde 2008, ainda há muito trabalho a se fazer no que diz respeito a valorização dessas histórias e culturas, essenciais para a formação do país.

Nesse sentido, é muito importante que as escolas atuem cada vez mais inserindo essas pautas nos processos de ensino-aprendizagem dos alunos.

A visão que ainda temos é muito estereotipada e não difere da imagem do “índio” construída desde os tempos coloniais.

COMO TRABALHAR O “DIA DO ÍNDIO” EM SALA DE AULA?

      A comemoração do “Dia do Índio” faz homenagem a uma ampla diversidade de povos que tiveram papel fundamental na formação cultural e étnica da população brasileira. Mas, além de trabalhar a contribuição indígena para a nossa cultura geral, como alimentação, vocabulário e artesanato, elementos que sempre aparecem nas comemorações nas escolas, precisamos falar com os alunos de todos os níveis sobre o direito à terra, direito à vida, direito à sobrevivência desses povos originários do Brasil.

       

Sugestão para os alunos da Educação Infantil e Fundamental I

         Apresentar  a música “Todo dia era dia de índio”, de Jorge Ben Jor e cantada por Baby Consuelo do Brasil, com vídeos mostrando as tribos, as danças, os seus adereços, os artesanatos, as comidas típicas. Na internet, há prontinhos vídeos lindíssimos com essa música sendo cantada. Importante que a atividade comece uns dias antes para as crianças aprenderem a letra e cantarem  junto com a apresentação do  vídeo. Ex.:  https://www.letras.mus.br/baby-do-brasil/365271/    

            Em roda de conversa, interpretar a letra, de acordo com faixa etária da criança, mas sempre discutindo os tópicos que são abordados na música:

Por que todo dia era dia de índio e agora é somente dia 19 de abril? Quem são os verdadeiros donos das terras brasileiras? Como os índios tratam a natureza? É do mesmo modo que os não-índios tratam? Por que os índios tinham “alegria de viver” e hoje têm um “canto triste”? 

        Esse bate-papo sobre a letra da música poderá, para os alunos das séries mais adiantadas (3º ao 5º ano), ser registrado por escrito. Em pequenos grupos, as questões acima serão respondidas como uma interpretação de texto. Eles também poderão ilustrar a atividade com desenhos de natureza ou outros de livre escolha. 

 Sugestão para os alunos do Fundamental II e Ensino Médio

          Convém passar também a letra da música “Todo dia era dia de índio” para eles cantarem junto com o vídeo e discutirem as ideias  que são apresentadas.

          Mas é possível fazer com essas turmas mais adiantadas debates e produção de texto baseadas em algumas informações, constatações ou opiniões. 

            ➤ Oferecemos 3 temas possíveis para ricos debates e posterior registro escrito:

O ÍNDIO E A NATUREZA     Respeito e equilíbrio caracterizam a  relação entre os índios e a natureza.  O relacionamento que também envolve o afeto com as matas, as montanhas, os rios e os animais faz com que os índios vivam uma relação mais próxima e sagrada com o meio ambiente, como se a terra fosse a grande mãe.
O ÍNDIO DEVERIA SE INSERIR AO NOSSO MUNDO? A CULTURA DELES É INFERIOR?   Todos os povos indígenas possuem modos particulares de se organizar e de ocupar os espaços em que vivem, utilizando, inclusive, calendários próprios. Seguem normas de conduta e regras próprias com base nas quais buscam viver bem entre si.
TERRAS PARA O AGRONEGÓCIO    A senadora Kátia Abreu, importante líder da bancada ruralista do Congresso Nacional, fala sobre os problemas derivados da demarcação de terras. Ela argumenta que os índios são poucos e suas terras grandes demais, roubando um espaço que poderia ser usado como área de cultivo ou pastagem para o gado, por isso a reivindicação dos índios é uma ameaça para a economia. A  exportação de grãos e de carne, em 2019, correspondeu a 43% do total, e vem gerando receitas anuais acima dos 90 bilhões de dólares.

     ➤  Oferecemos, ainda, a proposta de 2 livros curtos e de leitura fácil, mas de muita profundidade, que nos ajudam a entender um pouco da visão do índio em relação à natureza e ao planeta como um todo. As obras  “Ideias para adiar o fim do mundo” e “A vida não é útil”, ambas do índio Ailton Krenak, podem proporcionar  interessantes debates em sala de aula.

Algumas outras indicações:

  • Fala de bicho, fala de gente
  • Contos Indígenas Brasileiros
  • Kurumi Guaré no Coração da Amazônia
  • A Terra dos Mil Povos: História indígena do Brasil contada por um índio
  • Boca da Noite: Histórias que Moram em Mim
  • Tem Tupi na Oca e em Quase Tudo que se Toca
  • Descobrindo o Xingu
  • Um dia na aldeia

O mais interessante é não resumir a leitura de materiais da cultura afro-brasileira e indígena a datas comemorativas. Incentive a leitura durante todo o ano apresentando a diversidade brasileira.

Gostou do artigo? Compartilhe com um amigo!
Comente o que você tem feito para inovar e quebrar estereótipos em sala de aula!

O Sistema Piaget busca dar as ferramentas necessárias para que as escolas possam exercer seu papel da formação de cidadão para o mundo. Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Mantenha-se informado sobre as novidades na educação, acompanhando nosso blog. Em nossas redes sociais também temos conteúdos exclusivos. Confira!

Categorias
Uncategorized

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO

Dicas para a readaptação

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

Mesmo em tempos de pandemia, que exigem distanciamento social e tornam menores as chances de viagens, as férias são sempre boas, tanto para o descanso quanto para outras atividades que, normalmente, não fazem parte da rotina.

Porém, o retorno às aulas traz alguns problemas para os alunos. Além da rotina perdida de horários pré-estabelecidos, os alunos sentem a ansiedade pelo que vão encontrar, o que deles será cobrado, se poderão ou não se adaptar novamente.

Evitar o transtorno da retomada depende muito da atuação da escola e dos professores, a comunidade escolar deve ser preparada para recebê-los com um acolhimento especial.

RECEPÇÃO INTERATIVA E ACOLHEDORA

E para criar um ambiente acolhedor, a escola precisa interagir com os alunos. Organizar mensagens de boas-vindas e colocá-las em diferentes espaços da escola fortalece os laços afetivos entre os alunos e a escola, elemento essencial para que o retorno seja visto como algo prazeroso. Os professores devem demonstrar felicidade por rever seus alunos. A sala de aula deve estar arrumada e preparada com elementos que revelem união, solidariedade, apoio, carinho. E se não for em cartazes, porque não mensagens no meio digital? É muito bom se sentir bem recebido.

Porém o mais importante nesse retorno é ouvir os alunos. Se não viajaram, o que puderam fazer? Brincaram ou se divertiram de que maneira? Os alunos das séries iniciais poderão desenhar algo de que mais gostaram das suas férias e, depois, explicar para os colegas o seu desenho. Os maiores poderão participar de uma roda de conversa em que cada um contará um pouco do que fizeram.

Os alunos também se sentem mais seguros quando sabem o que está planejado para os trabalhos e estudos. O professor deve, resumidamente, apresentar as propostas da sua disciplina e da escola para o semestre que se inicia. E também pedir a opinião deles, aceitar sugestões. Essa interação, sem dúvida, aumenta o interesse e a vontade de participar.

 E mais: a escola deverá ser divertida, um lugar agradável para estar. Por mais responsabilidades que se tenha dentro dela, o lúdico precisa estar sempre presente, os jogos, a música, as brincadeiras:

TODOS PODERÃO FREQUENTAR AS AULAS PRESENCIAIS

Antes, muitos alunos participavam do esquema de revezamento de aulas presenciais e online. Alguns só faziam aulas online. Agora, com todo o cuidado de higiene e uso de máscaras, todos poderão ter aulas na escola. Para alguns é muita mudança.

Há ainda o medo da doença, da contaminação. O receio dos adultos influencia diretamente as crianças e adolescentes, portanto os professores terão de lidar com níveis diferentes de ansiedade, pois os alunos trarão de casa toda uma bagagem do que vivenciaram e vivenciam desde o início da pandemia.

A melhor forma de acolher os pequenos ou mesmo os maiores é ajudá-los a lidar com os próprios sentimentos, proporcionando momentos de conversa, de escuta individual e coletiva. É importante compreender os sentimentos deles e oferecer muito carinho. Além disso, o zelo pela segurança e pela saúde dentro da escola trará para eles também mais confiança e segurança.

CONTEÚDO PEDAGÓGICO

Não podemos negar que a pandemia acentuou a diferença entre aqueles que tinham mais dificuldades de aprender; exigiu um novo educador, que precisou se reinventar, teve que se adaptar às novas tecnologias, novas metodologias, transformando-se. Agora, é preciso estabelecer metas de aprendizagem para alunos com níveis de aprendizado diferentes.

Adequar o aprendizado significa ter o foco no ensino do que é mais importante, desenvolver as habilidades socioemocionais previstas na BNCC, reorganizar conteúdos de acordo com a nova realidade educacional e adaptar objetivos.

Neste retorno, o professor deverá avaliar os alunos e criar estratégias de revisão e recuperação dos conteúdos, sempre de forma interativa e contextualizada.

REVISITAÇÃO DO PLANEJAMENTO ANUAL

Uma atuação relevante dos professores neste momento é revisitar o planejamento do ano e repensar as atividades previstas para o restante de 2021, visando estabelecer quais delas poderão ser canceladas, quais serão modificadas e quais serão mantidas. Como já comentamos, a participação dos alunos nesse processo deve ocorrer, mesmo que de forma parcial.

Os temas de projetos e de pesquisas, os livros para as leituras obrigatórias poderão sim ser escolhidos pelos alunos, sempre com a orientação e aconselhamento dos professores.

Portanto, para um 2º semestre produtivo, que motive os alunos e torne o aprendizado mais significativo, os professores precisarão sempre estar atentos para a possibilidade de flexibilizar os conteúdos, optando pelo que for essencial e de interesse dos estudantes.

Gostou das dicas? Conte para nós aqui nos comentários!

Saiba como o SIstema Piaget pode ajudar a sua escola: entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Continue acompanhando nosso blog, pois estamos sempre trabalhando para informar e trazer novidades à comunidade escolar e oferecer soluções para a sua escola. Acompanhe também nossas redes sociais e fique por dentro de tudo o que acontece na Educação!

Categorias
Uncategorized

FORMAÇÃO CONTINUADA

Pedagógico

FORMAÇÃO CONTINUADA

Nova realidade, nova forma de ensino, novo conteúdo

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

Os professores, coordenadores e diretores sabem muito bem como a escola precisou se modificar neste ano e meio, devido à pandemia. A forma de se comunicar com os alunos exigiu inúmeras adaptações. Os professores precisaram reinventar suas aulas, criar metodologias mais lúdicas e interativas, motivar os alunos para que participassem. E, apesar das dificuldades, a realidade imposta provocou benefícios para a Educação: novas propostas de ensino-aprendizagem. Nenhum professor pode lecionar da maneira que fazia antes.

SOBRE OS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

Além da metodologia se modificar, foi indispensável verificar o que realmente importava com relação aos conteúdos programáticos, ou seja, os professores tiveram de selecionar o que era verdadeiramente importante para a formação intelectual, social e emocional das crianças e jovens.

Impossível negar que a programação curricular é bastante antiga e conservadora. As novidades, mesmo bem antes da pandemia, restringiam-se às PRÁTICAS METODOLÓGICAS, como o emprego da tecnologia, da interatividade, da contextualização, da Cultura Maker (o famoso “faça você mesmo”, em que se cria objetos ou representações ligadas ao assunto estudado), entre outras.

Faz tempo que, felizmente, as aulas se tornaram mais criativas e possibilitando a participação ativa dos alunos. Entretanto, o conteúdo programático se manteve praticamente o mesmo.  

TEMPO DE DESCANSAR E, SE SOBRAR UM TEMPINHO, REFLETIR SOBRE AS AULAS E CONTEÚDOS

Sabemos que os professores trabalham demais e durante a pandemia não foi diferente. Muitas vezes, suas casas viraram cenários para as aulas e se usou até fantasias e perucas para motivar os alunos.

As férias, agora, são bem merecidas. Mas como o trabalho do professor não termina nunca, um tempinho das férias precisa ser empregado no seu crescimento profissional, na sua FORMAÇÃO CONTINUADA para acompanhar as constantes mudanças.

A cada dia novos acontecimentos surgem e a escola não pode ficar alienada às informações que os alunos recebem o tempo todo pelas redes sociais. Ela deve fazer parte do interesse dos alunos. A própria BNCC (Base Nacional Comum Curricular) dá abertura para novos conteúdos, já que as competências e habilidades que ela especifica não estão atreladas a conteúdos fixos da grade curricular. A proposta básica é desenvolver nos estudantes a capacidade de ler e interpretar o que leem com criticidade e a aquisição de valores de cidadania e atitudes positivas em relação ao meio ambiente e à sociedade.

Para tanto, os princípios e premissas trazidos pela BNCC contemplam: “a abordagem de temas contemporâneos, a integração curricular (interdisciplinaridade) e o compromisso com o desenvolvimento do protagonismo do estudante a partir de aprendizagens que sejam significativas para o contexto em que vivem ao mesmo tempo em que dialoguem com questões globais”.

Concluímos, assim, que há muita liberdade para os assuntos das aulas e, com isso, uma RESPONSABILIDADE IMENSA por parte dos professores. Se por um lado não basta seguir o conteúdo programático, por outro é preciso saber como preparar aulas que desenvolvam as habilidades e competências propostas para a formação de cidadãos críticos, agentes de mudança e com objetivos de igualdade, respeito e bem-estar para toda a sociedade.

FLEXIBILIDADE CURRICULAR

A BNCC fala também sobre habilidades focais para cada ano de ensino. Ou seja, há uma orientação para ajudar os professores na flexibilização curricular. Existe sim a possibilidade de escolher os conteúdos das disciplinas que serão abordados.

Para selecionar o que é relevante, é preciso uma reflexão importante, uma reciclagem, um novo olhar para a Educação. O que os professores tinham como claro e evidente não é mais verdadeiro. Eles já modificaram sua metodologia, agora precisam renovar ainda mais, reformulando os conteúdos curriculares dos seus planejamentos.

 PEDAGOGIA ATIVA E PEDAGOGIA DE PROJETOS

Essas duas práticas, indicadas também pela BNCC, já são comuns e largamente desenvolvidas pelo Colégio Piaget.

Como já mencionava o pensador Jean Piaget, o aluno deve ser o agente de seu próprio aprendizado. Portanto, as aulas em que “o professor explica e o aluno só ouve” não se aplicam mais há bom tempo. Na PEDAGOGIA ATIVA, o aluno participa da aula associando o novo conteúdo ao que já sabe da sua própria experiência ou aprendizado adquirido anteriormente, fazendo associações e tirando conclusões. Ele interage com o conteúdo (que deve ser sempre contextualizado), é o pesquisador, o descobridor… sendo o professor o seu importante orientador e mediador.

Quanto à PEDAGOGIA DE PROJETOS, está evidente que o aprendizado precisa se relacionar com temas abrangentes do cotidiano dos alunos e do interesse deles. E, nessa proposta, as disciplinas se unem e se complementam em torno de um assunto ou atividade. A interdisciplinaridade é fundamental para aprofundar um conhecimento e para os alunos não ficarem com aquela velha visão fragmentada de estudo (como se cada disciplina fosse uma gavetinha com ensinamentos próprios) e sim estabelecerem a integração dos saberes.

FORMAÇÃO CONTINUADA EM GRUPO OU INDIVIDUAL

As escolas costumam oferecer cursos, palestras, workshops, enfim, oportunidades para o seu grupo docente receber informações e aperfeiçoamentos. Mas o professor pode realizar pelo seu próprio interesse essa “formação continuada”, que agora se mostra mais do que necessária.

Para as novas Pedagogias (Ativa e de Projetos) e para a escolha dos conteúdos a serem desenvolvidos com os alunos, hoje é possível, pela internet, o acesso a vários textos e vídeos, e até se inscrever em cursos on-line, que podem ajudar muito no trabalho no próximo semestre.

SUGESTÕES PARA FORMAÇÃO CONTINUADA INDIVIDUAL

Artigos do google com propostas para aulas dinâmicas:

 E que tal ler um pouquinho? Seguem dois livros muito interessantes:


Se você quiser saber mais sobre nós, nossos materiais e recursos tecnológicos, acesse jpiaget.com.br ou Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Categorias
Uncategorized

PENSAMENTO COMPUTACIONAL

 PENSAMENTO COMPUTACIONAL OU PENSAMENTO ALGORÍTMICO

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

Esses nomes chegam a nos assustar, não é mesmo? 

A princípio pensamos que se trata de uma aula de informática ou uma aula de qualquer disciplina usando o computador. Mas, na realidade, basicamente, pensamento computacional ou pensamento algorítmico significa “PENSAMENTO LÓGICO”.  

Tais denominações, remetem, obviamente, ao contexto computacional, pois se valem dos conceitos básicos da ciência da computação para solucionar problemas. Mas, pensamento computacional ou pensamento algorítmico é apenas um método organizacional para se chegar a uma resposta. É  um jeito de pensar para a resolução de problemas.

COMO SURGIRAM ESSES TERMOS?

Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), incluiu-se a cultura digital na lista de competências gerais. Por isso, surgiu o termo “pensamento computacional” em substituição ao “pensamento lógico”, com o intuito de reforçar o treinamento dessa habilidade em todas as disciplinas do currículo. A mudança de nome tornou  a “lógica” um aprendizado muito mais abrangente, já que é tão necessária para a vida do estudante. 

No mundo em que vivemos, o “pensamento computacional” é exigido  até para se conquistar uma vaga de emprego.

 NA ESCOLA

A pedagogia moderna utiliza o termo “pensamento computacional” para uma metodologia que possibilita que a criança ou o adolescente consiga encontrar soluções para problemas de maneira eficaz e criativa. Trata-se de uma estratégia visando a um aprendizado de todos os conteúdos programáticos de maneira lógica e organizacional.        

Em termos educacionais, a “lógica” se manteve restrita, por muitos anos, à área de exatas, como Matemática e Física. Porém, com o desenvolvimento da tecnologia computacional, entendeu-se que a lógica pode sim ajudar no aspecto geral do processo ensino-aprendizagem, e que ela deve ser estimulada sempre, nas aulas de todas as disciplinas do currículo escolar.

 QUAIS AS VANTAGENS DO “PENSAMENTO COMPUTACIONAL”?

Como sabemos, as habilidades computacionais são praticamente natas nas crianças de hoje. Elas assimilam a tecnologia com a maior facilidade e rapidez.  

Assim, quando as crianças e os  jovens têm a oportunidade de  aprender computação, os aparelhos tecnológicos ganham um significado importante na vida deles. Entram em contato com novas linguagens e também com um novo modo de pensar, o chamado “pensamento computacional” que, bem aproveitado em âmbito educacional ou pedagógico, desenvolve muitas habilidades e  comportamentos valiosos, como:

PENSAMENTO COMPUTACIONAL NA PRÁTICA

Com a tecnologia presente cada vez mais cedo na vida das crianças, é preciso que ela seja incluída e utilizada a favor de alunos e professores também na educação. E a exemplo dos fundamentos da computação, os professores devem abordar os conteúdos programáticos com racionalidade, criando situações-problema, que vão exigir dos alunos a organização de seu pensamento.

Essa prática do pensamento computacional pode também ser realizada pelo professor em sala de aula. O que se propõe é que os alunos, mesmo os das séries iniciais, identifiquem um problema, analisem, façam associação com outros conhecimentos já adquiridos. E cabe ao professor incentivar que os alunos utilizem o que já sabem para a reflexão e encontrem possíveis respostas.    

PAPEL DO PROFESSOR

Sendo uma habilidade humana, o “pensamento computacional” pode ser desenvolvido desde a infância. Aplicado  a qualquer disciplina, não precisa, necessariamente, estar associado ao ensino da programação de computadores.

Quando seus alunos tiverem alguma dúvida sobre a matéria ou, por exemplo, sobre algum assunto da nossa realidade, estimule-os a usar o “pensamento computacional” para encontrarem os caminhos que levem a uma resposta. Explique que é necessário separar a dúvida em partes, descobrir o que deve ser pesquisado primeiro, o que pode ser pesquisado depois, quais serão os métodos de pesquisa e em que ordem serão utilizados. Peça que criem um esquema com um passo a passo para abordar o problema (que são as 4 etapas propostas).

Como professor, atue gerenciando esse passo a passo. O pensamento computacional tem muito em comum com o método científico, então mostre aos alunos o percurso para solucionar problemas, pesquisar e encontrar respostas “dando um passo de cada vez”. 

PENSAMENTO COMPUTACIONAL ATÉ NO AFAZERES DOMÉSTICOS 

        Existe uma proposta até engraçada, mas  bem didática, que ensina lavar roupa na máquina a partir do “pensamento computacional”, seguindo, portanto, as 4 etapas:

          1ª-  Dividir as roupas por cores e tipos de tecido (Decomposição);

          2ª-  Lembrar que, em outras vezes, você já manchou roupas ou teve roupas com fiapos grudados (Padronização);

          3ª- Manter o foco no essencial, ou seja, reconhecer os fatores que geram o problema: roupas escuras mancham roupas brancas e as escuras ficam com fiapos das brancas  / toalhas soltam fiapos em todas as outras peças (Abstração);

4ª- Estabelecer a ordem para execução da tarefa: em quantas vezes você fará o processo de lavagem e  como serão as fases para cada grupo separado e, assim, obter o resultado acertado de as roupas ficarem limpas e conservadas (Algoritmo).

AULAS DE SUCESSO

O pensamento computacional pode ser utilizado cotidianamente. A todo momento, se fazem necessários: a organização, o planejamento, o foco no essencial, as estratégias para que qualquer atividade atinja os resultados esperados.

Em vez de você, professor, planejar tudo, organizar tudo, dar as respostas e apontar as soluções, peça para os alunos fazerem isso. Ou melhor, ensine-os a fazer isso, treine-os para que façam isso. A sua intermediação e orientação são essenciais. Não se trata de modo algum, de lançar simplesmente para eles tais tarefas. É preciso esclarecer, explicar, auxiliar, orientar, acompanhar…

Aplicando essa  metodologia do  pensamento computacional,  os seus alunos terão maior autonomia, maior participação, maior interesse e um aprendizado muito mais significativo.

A prática de Pensamento Computacional já é indicada pela BNCC e as escolas precisam dar atenção a esta exigência que, com certeza, beneficia os alunos.

No material didático do Sistema Piaget, a resolução de situações-problema através da tecnologia é praticada desde as séries iniciais, com exercícios que aliam o conhecimento dos alunos e o uso de técnicas práticas para que o conhecimento seja assimilado pelos estudantes logo quando é apresentado pelos professores.

O Sistema Piaget busca dar as ferramentas necessárias para que as escolas possam exercer seu papel da formação de cidadão para o mundo. Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Mantenha-se informado sobre as novidades na educação, acompanhando nosso blog. Em nossas redes sociais também temos conteúdos exclusivos. Confira!

Categorias
Uncategorized

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

Você sabe que tanto o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) quanto os mais importantes Vestibulares do país apresentam uma prova de redação e quase sempre o gênero textual pedido é uma dissertação cujo tema se relaciona a questões da atualidade.

NO CAMPO DAS IDEIAS 

O ideal é que você se prepare com muita leitura, ficando sempre ligado com o que ocorre no mundo. Esse é um exercício diário, que pode ser facilitado seguindo portais de notícias nas redes sociais, que trarão notícias em tempo real e textos de opiniões diversas, o que ajuda na argumentação da dissertação.

Porém, se o tema da redação lhe parecer meio estranho ou desconhecido, não há motivo para pânico porque  as IDEIAS estão todas presentes na coletânea que aparece antes da proposta de redação, geralmente formada de 3 a 5 textos.

Portanto, primeiro passo: faça bom proveito da coletânea, não para copiar trechos, mas para adaptar ideias e abraçá-las como sendo suas. Leia com atenção a coletânea e, no rascunho, coloque palavras-chave, como um resumo do que você julgou importante para colocar na sua redação. 

POR QUAL CAMINHO DEVO SEGUIR?   

Às vezes, o tema é polêmico ou os textos apresentados na coletânea se opõem entre si. Não importa por qual dos lados você opte, o melhor é escolher o lado em que você acredita ou que possua mais argumentos para defendê-lo.

O importante é não se contradizer e se afastar completamente de conceitos preconceituosos, discriminatórios ou retrógrados. Lembre-se de que são sempre bem aceitas pelo examinador ideias de  igualdade, justiça, respeito às diferenças, evolução e progresso social.

CONCLUSÃO COM OTIMISMO

É evidente que os problemas ligados ao tema precisam ser mencionados com realismo, sem dourar a pílula. Entretanto, uma redação não deve ser muito pessimista. É necessário apontar uma solução.

Você, como qualquer outro candidato, não é obrigado a ter uma resposta para problemas difíceis. Como então dar uma solução?  É simples: jogue a solução para quem a possa dar.

Veja uma sugestão de conclusão de uma redação com o tema “Educação”: 

Repare que não foi mencionada uma solução clara, definitiva – e nem é possível que se exija do candidato que ele saiba solucionar qualquer problema – mas também não é um final pessimista, que conclui que não existe solução e está tudo acabado. O que se diz é que solução ou soluções existem sim e deverão ser encontradas pelos responsáveis pela questão que você esteja abordando.

Se você fizer sua dissertação em 5 parágrafos, usará 5 pontos finais? Não! Isso é um erro frequente de se ir colocando vírgula em desprezo do ponto final, formando trechos grandes com várias vírgulas. Use e abuse dos pontos finais e continue na mesma linha, ou seja, vá formando novos períodos dentro do mesmo parágrafo.

Você gostou dessas dicas? Vai passá-las para os seus alunos? Saiba que no material pedagógico do Sistema Piaget para o Ensino Médio há muitas atividades e exercícios, além de outras dicas importantes visando ao bom  preparo para as provas de Redação.

Quer saber mais sobre o Sistema Piaget? Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp

Mantenha-se informado sobre as novidades na Educação, acompanhando nosso Blog. Em nossas redes sociais, também temos conteúdos exclusivos. Confira!

Categorias
Uncategorized

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS PROCESSOS

Pedagógico

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS PROCESSOS

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

O período de alfabetização é, antes de qualquer coisa, um período de descobertas. Através de brincadeiras, jogos ou até mesmo fantoches, a professora encaminha os alunos ao conhecimento das primeiras letras e palavras. É nessa relação que surge a leitura, e é fundamental que nesse processo o aluno também seja letrado, ou seja, que consiga desenvolver a leitura e a escrita nas práticas sociais.

De acordo com Magda Soares, professora e pesquisadora de Educação, “A diferença entre alfabetização e letramento está no domínio que o sujeito tem sobre a leitura e a escrita.”.

Isso quer dizer que a pessoa pode estar alfabetizada, sabendo ler e escrever, mas sem entender as mensagens quando as lê e sem conseguir se expressar de modo compreensível em sua escrita.

VOCÊ LEU! QUE BOM! E O QUE VOCÊ ENTENDEU?

Um exercício constante na sala de aula é, depois de uma atividade de leitura, perguntar ao aluno “O que você entendeu?”. A interpretação de texto é um recurso valioso, que começa na Educação Infantil, antes mesmo da alfabetização, de maneira oral. Ao ouvir uma história, a criança deve ser estimulada a contar o que entendeu ou responder a perguntas específicas.

Muitas crianças adquirem o letramento rapidamente, outras demoram mais. Por isso, a leitura deve ser sempre de assuntos que fazem parte do universo da criança ou de algo que lhe desperte muito interesse, para que o que se lê ganhe sempre um significado para ela.

O MATERIAL DO SISTEMA PIAGET PARA A ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

O material pedagógico do Sistema Piaget segue a metodologia do desenvolvimento paralelo entre alfabetização e letramento, idealmente, portanto, alfabetizar letrando.

“Desde cedo aprendendo alfabetizar letrando – juntar a escrita à interpretação de texto.”

Para tanto, desde a Educação Infantil o conteúdo é contextualizado e interativo. Todo o ensinamento parte de uma história ou de uma situação do cotidiano. Além disso, existem personagens para cada série que se entrosam com os alunos, criando verdadeiros vínculos de amizade.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, os personagens são crianças da idade dos alunos que crescem com eles e acompanham os alunos até a pré-adolescência. São essas personagens que contam histórias, vivem aventuras e passam a fazer parte do cotidiano dos alunos, ajudando na aprendizagem. Os alunos são chamados a opinar, a interpretar, a criar.

 E QUANDO ACABA O PROCESSO DE LETRAMENTO?

Vários educadores acreditam que ler com entendimento ou interpretação adequada, e escrever de modo a expressar seus pensamentos com clareza são conquistas que só ocorrem nos anos finais do Ensino Fundamental ou até mesmo no Ensino Médio. Isso porque há outros códigos que precisam ser assimilados pelos alunos, como mapas, tabelas, gráficos, tirinhas, charges.

Sabemos que nos vestibulares nunca faltam questões de interpretação dos mais variados gêneros textuais. Por que será? A resposta é que vários vestibulandos leem os balões dos quadrinhos, observam os desenhos, analisam os poemas, mapas, gráficos, mas se comportam como simplesmente alfabetizados, isto é, não conseguem extrair daquela linguagem verbal e visual uma interpretação associativa. Falta, nesse caso, um aprimoramento do letramento.

Podemos deduzir que o letramento não tem hora para se concluir. Ele vai se aperfeiçoando com o estudo.


Gostou deste texto? Quer conhecer mais e saber como é o método de ALFABETIZAÇÃO e LETRAMENTO do Sistema Piaget? Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Mantenha-se informado sobre as novidades na Educação, acompanhando nosso Blog. Em nossas redes sociais, também temos conteúdos exclusivos. Confira!

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO
Uncategorized
TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO

TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre O Dia do Indígena / Dia do Índio na escola é parte da programação anual das instituições de ensino. A data é importante para valorizar as culturas que formaram nosso país. Falar dos povos indígenas é falar da natureza, riqueza linguística e cultural, resistência […]

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO
Uncategorized
VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO

VOLTA ÀS AULAS DO 2º SEMESTRE LETIVO Dicas para a readaptação Pedagógico Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Mesmo em tempos de pandemia, que exigem distanciamento social e tornam menores as chances de viagens, as férias são sempre boas, tanto para o descanso quanto para outras atividades que, normalmente, não fazem parte da rotina. […]

FORMAÇÃO CONTINUADA
Uncategorized
FORMAÇÃO CONTINUADA

Pedagógico FORMAÇÃO CONTINUADA Nova realidade, nova forma de ensino, novo conteúdo Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina Os professores, coordenadores e diretores sabem muito bem como a escola precisou se modificar neste ano e meio, devido à pandemia. A forma de se comunicar com os alunos exigiu inúmeras adaptações. Os professores precisaram reinventar suas […]

Categorias
Uncategorized

PROJETOS DE DISCUSSÃO: RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO COTIDIANO

PROJETOS DE DISCUSSÃO: RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS DO COTIDIANO

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

Não é novidade que a constante problematização de situações do cotidiano dentro da sala de aula possibilita a interação e o diálogo nas mais diversificadas experiências dos alunos, envolvendo sempre uma tomada de decisão.

Os exercícios de debate são muito importantes para a criação de um pensamento crítico nos estudantes, então é fundamental que o professor conduza PROJETOS DE DISCUSSÃO com a sala. E para chamar a atenção da turma, pode sim fugir do conteúdo programático e inserir temas e assuntos que fazem parte da realidade e do cotidiano dos alunos.

Idealmente, o tema deve ser analisado em grupos pequenos, para facilitar o debate. Após a divisão dos grupos, dá-se um tempinho para a pesquisa – fora do horário da aula – e é combinado o retorno, em sala de aula, para a discussão e a sugestão de propostas. Anota-se tudo em folhas ou cartazes e apresenta-se para os outros alunos.

Uma boa dica é fazer um varal ou mural na sala de aula e nele prender as folhas com os argumentos e propostas de cada grupo. Assim, variadas respostas ou possíveis soluções ficarão expostas. É fundamental que os alunos vejam as soluções dos outros alunos porque talvez um grupo não tenha sequer cogitado algumas delas. Ao fim, os grupos irão comentar e tirar as suas conclusões.

Importante dizer que este varal pode sim ser digital, incluindo plataformas de compartilhamento de conteúdo, como o Google Drive.

QUE TAL SE OS ALUNOS ESCOLHEREM O TEMA?

Geralmente, quando os alunos escolhem o tema, este está relacionado com o perfil da turma, da faixa etária, das suas experiências de vida, de seus medos, inseguranças, etc.

Procure delimitar o tema, ou seja, enfocar um aspecto por vez quando o tema escolhido por eles for muito genérico.

Por exemplo, se eles sugerirem “Problemas do adolescente”, por ser um tema muito abrangente, o adequado é dividi-lo em “Namoro”, “Relacionamento com os pais”, “Sexualidade”, etc. Sempre de acordo com a escolha deles. Porque desta vez o tema é deles. É papel do professor intermediar as dúvidas e os achados de cada pesquisa.

OS BENEFÍCIOS DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

A metodologia de discussões em grupo não leva necessariamente os alunos a encontrarem a solução mágica para os problemas, e sim a gerar dados capazes de formular hipóteses e aprofundar o conhecimento sobre um tema específico. Só a obtenção do hábito de pesquisar e refletir constitui em si um rico aprendizado para a vida toda. Os alunos vão, aos poucos, aprendendo a trabalhar em grupo, a pesquisar, a refletir, a resumir e achar respostas e/ou soluções. Além disso, os alunos desenvolvem uma postura argumentativa, participativa e questionadora, que lhes proporciona uma visão crítica em relação ao mundo em que vivemos.

A visão crítica é fomentada nos anos finais do ensino fundamental.

MATERIAL DO SISTEMA PIAGET QUE AUXILIA NOS “PROJETOS DE DISCUSSÃO”

No material didático do Sistema Piaget, incluem-se dois materiais socioemocionais:

O PROGRAMA SOUL SOCIOEMOCIONAL, destinado aos alunos do Nível I ao 5º ano do Fundamental, apresenta técnicas que ensinam a escutar atentamente, a silenciar nos momentos necessários, a se expressar nas ocasiões adequadas, a entender aos comandos, a focar a atenção nas tarefas, a ouvir o outro e respeitá-lo.

O PROGRAMA SOUL, destinado aos alunos do Nível I ao Ensino Médio, que foca na realização de exercícios de postura, respiração adequada, concentração e relaxamento, com a intermediação do professor, que irá trabalhar o mindfulness e meditação com os alunos.

Esses dois materiais socioemocionais, que se complementam, proporcionam equilíbrio, calma, autoconhecimento e respeito ao outro, ou seja, oferecem as bases essenciais para os debates e trabalhos em grupo da proposta dos PROJETOS DE DISCUSSÃO.

Quer conhecer mais e saber como levar o Programa Soul Socioemocional para a sua escola? Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Mantenha-se informado sobre as novidades na educação, acompanhando nosso blog. Em nossas redes sociais também temos conteúdos exclusivos. Confira!

Categorias
Pedagógico Uncategorized

AULAS DE EMPREENDEDORISMO NÃO PODEM FALTAR NA GRADE CURRICULAR

AULAS DE EMPREENDEDORISMO NÃO PODEM FALTAR NA GRADE CURRICULAR

Pedagógico

Por Maria Luísa Silvestre e Fernando Farina

Atualmente, nas escolas, já não basta o ensino das disciplinas tradicionais. Além das aulas regulares, os alunos precisam de outros conhecimentos, como as aulas de Educação Financeira. Entretanto, educar financeiramente não consiste apenas em ensinar a economizar, cortar gastos e poupar dinheiro. Os alunos aprendem a ter comportamentos que priorizem um planejamento para o futuro, visando obter uma boa qualidade de vida.

Especialistas financeiros e pedagogos acreditam que a falta de planejamento, o gasto exagerado, a despreocupação em poupar e em pensar no futuro são atitudes decorrentes da ausência da Educação Financeira nas escolas, aprendizado que precisa ser iniciado juntamente com as primeiras noções sobre dinheiro para se adotar hábitos de consumo conscientes para a vida toda.

No material didático da Educação Infantil do Sistema Piaget, os alunos aprendem o valor do dinheiro e a como gastá-lo com sabedoria.

APRENDENDO A NOÇÃO DO VALOR DAS COISAS DESDE CEDO

As crianças precisam aprender a noção do valor monetário das coisas. Por isso, desde o 1º ano do Ensino Fundamental, o educador tem o papel de conscientizá-las de que tudo tem um custo e nem sempre é necessário adquirir o que se vê nas propagandas.

Além dos ensinamentos de poupar, de economizar para uma emergência ou de algo que se deseje muito, convém discutir com muito empenho o consumismo. Questionar as crianças: comprar por quê? Existe mesmo a necessidade dessa compra? Devemos comprar por impulso? É possível ter lazer sem consumo?

Outro aspecto a ser discutido com as crianças se refere ao egoísmo. Sabemos que as crianças pequenas, em geral, são egoístas, mas têm de ser educadas para perderem o egoísmo conforme vão crescendo. O oposto do egoísmo é a solidariedade. Portanto, um curso de Empreendedorismo não é apenas ensinar a ter e a somar, é também ensinar a verificar o que precisamos de verdade, o que é excesso, o que é ser egocêntrico e o que pode ser dividido com outras pessoas.

No material didático dos anos iniciais do Ensino Fundamental, os personagens se envolvem em situações que destacam a educação financeira.

SABENDO POUPAR, NÃO VAI FALTAR

Os pré-adolescentes e adolescentes do Fundamental II já estão preparados para receberem lições úteis e mais aprofundadas sobre o que é poupar, investir, pensar no futuro… Enfim, podem aprender a fazer planejamentos, cálculos matemáticos, previsões a curto, médio e longo prazo. Em oficinas simuladas, até a aposentadoria pode ser planejada.

Para realizações financeiras próximas, cotidianas, existem modelos específicos de “orçamentos pessoais”, um tipo de planejamento financeiro que evita de a pessoa gastar mais do que ela recebe, evitando o bicho-papão das finanças, que é o endividamento. Cabe ao educador enfatizar a importância dos gastos moderados, sem aquelas famosas “compras por impulso”.

Os alunos precisam se conscientizar dos resultados negativos do “consumo exagerado” para o próprio consumista e para o meio ambiente, já que quem consome em demasia descarta produtos com facilidade e gera muito mais lixo.

E o empreendedorismo também incentiva a autoconfiança, o hábito do planejamento e a crença de que os sonhos e as boas ideias que tiverem poderão sim se tornar realidade.

Nos anos finais do Ensino Fundamental, os alunos se envolvem mais profundamente com temas sobre educação financeira.

EMPREENDEDORISMO HUMANO E EM PROL DE UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Nas propostas de Educação Financeira ou Empreendedorismo, os valores éticos não podem ser desprezados. O empreendedorismo correto se engaja a valores e virtudes, principalmente com práticas positivas: de respeito às pessoas e à natureza, de aceitação das diferenças, de um relacionamento harmonioso e de solidariedade.

O SISTEMA PIAGET E O EMPREENDEDORISMO

Nos materiais do Sistema Piaget, os alunos aprendem que o empreendedorismo se dá pelo consumo consciente, planejamento, valores éticos e respeito ao meio ambiente.

Mais que atender às exigências da BNCC, fomentar o empreendedorismo na escola é uma questão de exigência da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso aproveitar esta fase de renovação das abordagens do Ensino Médio a fim de gerar a inovação necessária para que seus alunos ingressem na universidade mais preparados ao enfrentamento de um mundo tão volátil e em constante transformação.


O Sistema Piaget busca dar as ferramentas necessárias para que as escolas possam exercer seu papel da formação de cidadão para o mundo. Entre em contato com nossos consultores através do WhatsApp!

Mantenha-se informado sobre as novidades na educação, acompanhando nosso blog. Em nossas redes sociais também temos conteúdos exclusivos. Confira!