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MAPA MENTAL

Pedagógico

Por Maria Luisa Silvestre

MAPA MENTAL

Recurso da Neurociência ajuda no retorno às aulas presenciais

Muitas escolas particulares retornaram suas aulas presenciais, porém dividindo a classe, ou seja, metade dos alunos tem aulas na escola em uma semana, enquanto a outra metade recebe essas mesmas aulas de forma on-line, e, assim, vão revezando. São as chamadas aulas híbridas.

Esta nova realidade de aulas híbridas é, na verdade, mais um outro desafio para a comunidade escolar, indo além das questões relativas aos protocolos de higienização e distanciamento (que foram providenciadas e bem resolvidas). Agora, os professores precisam novamente direcionar suas aulas de outra maneira e diferentes encaminhamentos devem ser propostos, já que a situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional.

A psicóloga e educadora Carla Jarlicht declara: “É preciso maior atenção aos aspectos emocionais, tanto de professores quanto de alunos. Em alguma medida, todos estão sensíveis a tudo que vem acontecendo e, de certa forma, inseguros, ansiosos”

PACIÊNCIA E CARINHO

O retorno foi muito aguardado pelos alunos. Porém, quando chegaram à escola, mesmo animados e felizes de rever seus colegas e professores, demonstraram uma reação psicológica de estranhamento e de ansiedade. Alguns professores disseram: “Parecia que era o primeiro dia de escola na vida deles.”

Esta situação deixa evidente que, antes de qualquer atividade, faz-se necessário um bom diálogo com a turma: saber como estão se sentindo, como foram as aulas on-line, como estão vivendo o distanciamento, etc. 

OS ALUNOS APRENDERAM MUITO NAS AULAS ON-LINE, MAS ESTÃO ASSUSTADOS 

Temos  consciência de que os alunos tiveram um bom aprendizado,  um aprendizado de vida nas aulas on-line. Eles se tornaram mais independentes, responsáveis, mais focados para poderem realizar as atividades e oficinas de todas as disciplinas, que exigiam deles seguir passo a passo a orientação dos professores.

Mas aprenderam também muitos conteúdos… que agora “parecem” ter escapado da memória.

Um exemplo desse fato se deu em aula presencial de Ciências do 5º ano, no Colégio Piaget (Escola de aplicação do Sistema Piaget), quando as professoras, conversando com os alunos sobre os  alimentos saudáveis e os que prejudicam a saúde se consumidos em exagero, para, depois, juntos, construírem uma “pirâmide alimentar”, perceberam que eles estavam nervosos. Na verdade, não conseguiam se expressar, confundiam os nomes dos nutrientes e seu valor na alimentação. E esses conceitos, já trabalhados, eram pré-requisitos para o estudo pretendido. 

NESTE RETORNO, NOVAS ESTRATÉGIAS

Nada de pânico. Nessa hora, o caso é deixar o aluno calmo e dar o famoso “passinho para trás”, mas com novas técnicas metodológicas. Foi então que, reunidas, as professoras lembraram da Neurociência e suas descobertas, que tanto ajudam no aprendizado. Os estudos do cérebro revelam que o indivíduo  aprende mais e organiza melhor os conhecimentos de forma visual. Por conta disso, elas planejaram para que, na aula seguinte, os alunos fizessem um MAPA MENTAL sobre “nutrientes”.

O QUE É UM “MAPA MENTAL”?

Resultante das pesquisas neurocientíficas, o MAPA MENTAL é um tipo de diagrama, um painel visual, elaborado pela própria pessoa, no caso, pelo próprio aluno. Inicia-se com uma palavra-chave e dela saem ramificações para indicar tipos, classificações ou exemplos. Usa-se, de preferência, para associações de uma mesma ramificação, uma cor específica.        

Esse mapa visual ajuda a criar ideias, a organizar o assunto, a  resumir e também a relembrar e/ou memorizar.

COMO FAZER UM MAPA MENTAL?

A partir de uma palavra-chave no centro de uma folha de caderno ou papel sulfite, fazem-se setas ou ramificações, sempre com cores, desenhos, colagens de tiras de papel e poucas palavras (como num resumo).

No exemplo citado da aula de Ciências, a palavra-chave foi nutrientes. As professoras pediram aos alunos para usarem canetas coloridas ou recortes de papel de quatro cores, já que  precisavam fazer setas para 4 tipos de nutrientes (proteína / gordura / sais minerais e vitaminas / carboidrato).         

As professoras foram dando as dicas, orientando, pedindo para algum aluno dizer um tipo de nutriente que lembrasse, e assim por diante. Todos foram montando seu mapa. Depois, fizeram retângulos ou círculos para exemplos de cada tipo de nutriente, com a mesma cor que tinham escolhido para ele. E todos conseguiram dar exemplos… a memória foi voltando

Por último, conseguiram identificar no painel quais nutrientes eram energéticos, construtores e reguladores.

OUTRO EXEMPLO DE MAPA MENTAL  

O professor pede para escreverem no centro da folha “Meio ambiente e os 5Rs”.

Obviamente, vão fazer 5 setas ou ramificações e escrever as palavras repensar, reciclar, reutilizar, reduzir, recusar (os alunos irão mencionar pelo menos algumas delas), usando 5 cores diferentes. Depois, irão colocar mais setas e acrescentar retângulos ou colar tiras coloridas para explicar, resumidamente, o que significam essas 5 palavras. Continuando, outras setas e retângulos ou tiras coloridas para a parte mais importante: os alunos darão exemplos de cada uma dessas 5 atitudes de preservação do meio ambiente (eles, com certeza, saberão dar pelo menos um exemplo).

Veja o modelo de um diagrama para esse tema:

MAIS UM EXEMPLO DE MAPA MENTAL, PARA REVISÃO DE GRAMÁTICA

Para recordar qualquer assunto gramatical, o MAPA MENTAL é uma ferramenta excelente. No centro da página, os alunos escrevem, por exemplo, classes gramaticais, e o professor orienta a colocação de setas ou ramificações na quantidade das classes gramaticais que eles já conheçam. Então, uma seta para substantivo, outra para adjetivo, outra para artigo, etc. Em seguida, fazem retângulos ou colagem de tiras coloridas para exemplos que eles próprios irão fornecer.

TORNE ESSA TÉCNICA SUA AUXILIAR CONSTANTE. OS ALUNOS VÃO AGRADECER.

Em suma, o  MAPA MENTAL é uma construção conjunta entre alunos e professor. Todos participam, todos interagem, pois sempre alguém lembra de algo relevante ao tema ou propõe uma ideia ou dá um exemplo. O professor vai gerenciando, fazendo perguntas. Os alunos anotam, mas o mapa fica sempre diferente um do outro, pois, embora coletivo, ao mesmo tempo é individual. E isso torna a experiência bem interessante.

O mapa pode ser feito nas aulas presenciais ou on-line e sobre qualquer assunto de qualquer disciplina do currículo. Pode ser sobre um conteúdo novo, mas que todos tenham algum conhecimento, ou para revisar algo já estudado.

Sem perceber, o aluno treinará o seu cérebro a refletir,  a selecionar, a organizar as ideias, a verificar semelhanças e diferenças, a resumir assuntos, a  relembrar, a memorizar…  

Existe um método melhor? Experimente com suas turmas! Os resultados são surpreendentes, e os alunos adoram esta atividade, principalmente quando podem pintar, ilustrar, usar a criatividade na montagem do Mapa.

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Pedagógico

DIAGNÓSTICO DO APRENDIZADO DOS ALUNOS

Pedagógico

Por Maria Luisa Silvestre

DIAGNÓSTICO DO APRENDIZADO DOS ALUNOS PARA A RETOMADA DAS AULAS PRESENCIAIS

Os alunos aprenderam muito mais nas aulas on-line do que imaginamos

Estamos retomando, agora, depois de longo tempo de aulas on-line, as aulas presenciais ou híbridas.

As escolas particulares se dedicaram ao extremo para seguir o conteúdo programático. Com o objetivo de atrair a atenção dos alunos e incentivá-los a assistirem às lives, os professores mudaram sua metodologia, inventaram outras didáticas, montaram ambientes criativos para as suas aulas. No Colégio Piaget (Escola de aplicação do Sistema Piaget), alguns até usaram fantasias e perucas. Os professores se reinventaram. Suas aulas não foram as mesmas, foram melhores

E como os alunos precisavam se adaptar, o empenho dos professores nas novas aulas acabou por motivá-los. A maioria dos alunos acompanhava com interesse pela telinha do computador ou celular a tarefa pedida  e apresentava os resultados depois.

Houve uma participação tríplice que garantiu a eficácia dessa diferente forma de ensino-aprendizagem: professores/alunos/pais

Principalmente no caso da Educação Infantil e do Fundamental I, a família auxiliou bastante em várias situações, como, por exemplo, garantindo que as crianças seguissem os horários certos das aulas e participando das oficinas ou atividades que necessitavam de uma “mãozinha”. 

Verificou-se muita união e, assim,  muitas tarefas foram realizadas.

UM OLHAR DIFERENTE SOBRE APRENDIZADO

Mesmo com tanta dedicação, os professores sentem uma certa insegurança. Todos se perguntam: Será que os alunos aprenderam realmente os conteúdos? Como proceder neste retorno? Devemos fazer uma avaliação diagnóstica?

A verdade é que os alunos que seguiram os vídeos e as lives APRENDERAM MUITO. Cada assunto foi desenvolvido com contextualização e cobrou interatividade. Os alunos do Colégio Piaget foram chamados a desenhar, recortar, pintar; fazer colagem, dobradura, cartaz digital, customização; participar de culinária e de oficinas da “Cultura Maker” (proposta semelhante ao “faça você mesmo”, com materiais recicláveis).

Assim, mais do que os conteúdos de Ciências, Matemática ou outra disciplina da grade curricular, eles aprenderam  novas habilidades. E o mais importante: aprenderam  a seguir uma rotina, a ser mais independentes, a montar seu local de estudo como os professores aconselhavam, a ter foco nas instruções e tarefas para poderem seguir o passo a passo junto com os professores.

Muitos pais testemunharam que a criança se tornou mais organizada.

E esse aprendizado merece nota 10, e é para toda a vida.

SITUAÇÃO NOVA, AVALIAÇÃO NOVA

Uma nota periódica, assim como uma média no final do ano escolar, é uma exigência do MEC.  Entretanto, em tempos de pandemia, com aulas a distância prolongadas e retorno recente, às vezes de forma híbrida, atribuir uma nota a uma prova ou mais avaliações do conteúdo programado não revela a realidade do processo ensino-aprendizagem que está sendo estabelecido. 

A avaliação do aluno deve ser vista de modo amplo. O conjunto de suas participações em debates, em rodas de conversa, em jogos e gamificações; suas realizações de propostas lúdico-pedagógicas; suas produções da “Cultura Maker” (O Sistema Piaget tem uma proposta completa para a implantação de um Programa Maker em escolas); suas tarefas e exercícios do Material Didático é que revelam o desenvolvimento integral do aluno. E esse desenvolvimento é mais valioso do que a formação cognitiva ou intelectual, em que se valoriza apenas o saber conteudista. 

“Novos saberes” agora são considerados mais importantes e são eles que deverão ser levados em conta na hora de se aplicar a exigida nota. 

Vale mencionar que, em alguns países, de alto nível educacional, como a Finlândia, Suécia e Noruega, não se atribuem notas sobre conteúdos adquiridos. Não que os conteúdos das várias disciplinas sejam desprezados, mas o que se preza é a formação global do aluno, o desenvolvimento de suas potencialidades. E quando se verifica dificuldade de aprendizado, vêm em socorro os reforços, com diferentes estratégias.

Nós, aqui, precisamos atribuir uma nota, e ela, mais do que nunca, deve ser baseada na percepção atenta  dos professores no crescimento do aluno, na sua evolução, participação, interesse, esforço. 

MAS, DEVEMOS FAZER UM AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?

Sim, é sempre necessária a avaliação diagnóstica e até com frequência. Não para gerar uma nota, mas para o professor perceber quais as principais dificuldades ou conteúdos que não foram bem assimilados. Isso para mudar o seu planejamento (sempre que necessário) e criar outras metodologias. 

No caso do Fundamental I, a avaliação diagnóstica deve ter como base a leitura e interpretação de texto. Ler e mostrar que entendeu é o que se espera do aluno. É o letramento propriamente dito (habilidade de realizar leitura com significação).  Falhas nessa base, que variam de série para série, precisam ser diagnosticadas e, então,  outras propostas didáticas planejadas, incluindo o reforço (muitas escolas dispõem de “Aulas de Apoio”, em horários extras, para Português e Matemática).

Lembrar de elogiar muito tudo o que o aluno fez, a sua adaptação às aulas on-line, a sua participação e colaboração. E isso ocorreu mesmo: mais com alguns, menos com outros. Porém, todos, sem exceção, se esforçaram.  E merecem, portanto, reconhecimento. 

COMO PROSSEGUIR OS CONTEÚDOS NO RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS?

  Após o primeiro diagnóstico, as atividades relacionadas à meta essencial do “ler e entender” devem continuar e ser aperfeiçoadas, mesmo que seja necessário utilizar textos mais simples ou um projeto de leitura com livros mais fáceis. Isso não significa retrocesso. É reforçar a base primordial. Num projeto com livros mais acessíveis ao nível da classe que foi detectado e realizando atividades interessantes como nas aulas on-line (desenho, Maker, dramatização, etc.), logo a turma evoluirá.

Acreditamos que os demais conteúdos poderão seguir normalmente, conforme o Material Didático, mas os professores precisarão fazer, de vez em quando, uma revisão dos assuntos antigos. 

ALGUMAS SUGESTÕES

  • Correr com a matéria? Jamais! 
  • Mostrar ansiedade se precisar facilitar um pouco as atividades? Jamais!
  • Preparar provas conteudistas? Jamais!
  • Elogiar os alunos? Sempre!
  • Escolher textos e livros mais fáceis se necessário? Sempre!
  • Montar aulas interessantes com o emprego de estratégias lúdicas? Sempre!

Com o inédito Programa Transforma, o Sistema Piaget oferece soluções educacionais humanas e transformadoras para estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Programa Socioemocional, Programa Maker, Programa de Meditação Sistematizada, Programa Bilingue, Formação de Coordenadores e Professores e muitos outros, são exemplos desse programa.

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Pedagógico

DO CONCRETO PARA O ABSTRATO

Pedagógico

Por Maria Luisa Silvestre

DO CONCRETO PARA O ABSTRATO  

  CAMINHO PARA UMA APRENDIZAGEM EFICAZ

Em aula de Ciências, no Colégio Piaget (Escola de aplicação do Sistema Piaget), a professora trabalha com os  alunos do 3º ano do Fundamental I os conceitos de litro e mililitro. Eles visualizam, nas provetas e béqueres, quantidades de líquido e as indicações das medidas de um litro, meio litro e um quarto de litros, bem como suas correspondências em mililitros.

Essa atividade, proposta no material pedagógico do Sistema Piaget, é um exemplo da metodologia que parte do concreto para o abstrato.

 POR QUE ESSA METODOLOGIA É IMPORTANTE?

A Neurociência, que fez surpreendentes descobertas nos últimos anos sobre a atuação dos diversos compartimentos do cérebro, esclarece que o aprendizado se estabelece com relação às experiências já vivenciadas pelo indivíduo.

Apesar disso, a educação até os 10 anos mais ou menos, principalmente no Fundamental I, trabalha uma série de conteúdos que vão ficando cada vez mais abstratos e distantes do universo dos alunos.

Sabe-se hoje que conceitos abstratos só  se constroem na mente por meio de um conjunto de relações com a realidade. Um conceito novo precisa, portanto, se relacionar com o já conhecido.

A especialista em neurociência clínica e neuropsicologia educacional, Michele Müller, afirma: “Se o conceito não é relacionado, não faz sentido; e se não faz sentido, é descartado pelo cérebro”.

É o famoso “aprendeu na hora mas esqueceu”. Na verdade, o cérebro não registrou e não houve realmente o aprendizado.

COMO AUXILIAR O CÉREBRO A ABSTRAIR?

A necessidade de o aluno abstrair sem fazer relação com o concreto, ou seja, sem fazer relação com as experiências de vida (que podem variar de uma turma para outra, da região onde os alunos habitam e do nível social e econômico deles) ocorre, infelizmente,  com frequência nas aulas de quase todas as disciplinas.

É preciso enfatizar que a utilização de exemplos do cotidiano e fazer analogias no ensino de conceitos abstratos faz toda a diferença, numa aula de Ciências ou quando se interpreta um poema, por exemplo. Toda criança já viu algo que se relaciona ao conceito novo ou presenciou um fato ou assistiu a um filme, etc.

Qualquer conceito pode sim ter alguma relação com “lembranças” ou “registros” cerebrais já efetivados. Cabe ao professor,  em conversa, resgatar o que os alunos já conhecem,  já observaram no meio em que vivem  (o concreto) para, então,  ensinar o novo conceito (o abstrato).

ENSINO DA DA MATEMÁTICA DO CONCRETO PARA O ABSTRATO

Embora esse método deva ser usado pelo professor em todas as disciplinas, é essencial o seu emprego na Matemática, por ser considerada a mais abstrata para as crianças. Apesar disso, é a disciplina mais fácil de se partir do concreto para chegar ao abstrato, pois materiais simples podem tornar a aula interessante e divertida.

GEOMETRIA: Para aquisição dos conceitos de direção, lateralidade e segmentos de reta, os alunos do Colégio Piaget formaram figuras geométricas de peixes, utilizando apenas lápis. Ao moverem os lápis, podiam mudar a direção dos peixes. Também identificaram nas árvores da escola modelos reais de segmento de reta.

FRAÇÃO: O aprendizado de fração fica muito facilitado com a divisão de materiais no concreto. Dividindo, por exemplo, bolos em fatias de tamanhos diferentes, é possível identificar as frações equivalentes. Os alunos podem, ainda, separar e agrupar balas, pirulitos, fichas coloridas, massinhas de modelar, e muitos outros objetos.

OPERAÇÕES MATEMÁTICAS: Todas as operações podem ser feitas de modo concreto com objetos que os alunos tragam de casa, de preferência pequenos e recicláveis (potinhos, tampinhas, botões, etc.). Mas de alta valia é o emprego do material dourado (conjunto de peças de madeira com valores numéricos, que permite a visualização das operações matemáticas por meio dos “cubos”, “barras”, “placas” e “blocos”).

RELAÇÕES DE ORDEM E VALOR POSICIONAL:  Para conceitos relacionados à numeração e mesmo para efetuar as operações fundamentais da Matemática, o ábaco (calculadora mais antiga criada pelo ser humano) é um recurso que os alunos adoram utilizar.

NUMERAIS ORDINAIS:  Para contextualizar e tornar mais fácil o aprendizado, uma proposta é a adaptação das cartelas de bingo e organizar um divertido jogo de bingo com números ordinais.

SISTEMA DE MEDIDAS: Usando régua, trena, metro de carpinteiro ou de costureira, os alunos do Piaget fazem medições de objetos e espaços da escola. E vão anotando…

OPERAÇÕES COMPLEXAS: Por mais avançadas que sejam as operações matemáticas, principalmente  na fase final do Fundamental I, o professor pode fazer exercícios usando fichas previamente preparadas e recortes de papéis coloridos. Também a gamificação é um instrumento benéfico, pois, além de agradar  os alunos, exige reflexão e superação de desafios, sendo muito útil  para a revisão de conteúdos.

A PRINCIPAL METODOLOGIA DO SISTEMA PIAGET E SEU MATERIAL DIDÁTICO

O material do Sistema Piaget é todo baseado na ideia do psicólogo e pensador “Jean William Fritz Piaget”: a criança é que deve construir o seu aprendizado e não recebê-lo pronto, de forma abstrata e descontextualizada.  

Portanto, no material didático do Sistema Piaget,  o conceito novo, o  “abstrato”,  vai sendo descoberto pelo aluno aos poucos, a partir dos seus conhecimentos prévios. Ele é o protagonista do seu próprio aprendizado. 

Muitos objetos digitais e tecnológicos compõem o material,  incluindo jogos, preparados pela nossa equipe para o aluno interagir,  enfrentar desafios e chegar, ele mesmo, à solução das situações-problema, solidificando, assim,  o aprendizado. Com o avanço da tecnologia em todos os campos, inclusive no da  Educação,  a gamificação se tornou parte importante do processo ensino-aprendizagem. E, no Sistema Piaget, ela se adapta aos assuntos dos diversos componentes curriculares, desenvolvendo  no aluno o raciocínio e o prazer de aprender brincando.

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Pedagógico

LEITURA E PROJETO INTERDISCIPLINAR

LEITURA E PROJETO INTERDISCIPLINAR

(para Educação Infantil e Fundamental I)

Pedagógico

Por Maria Luisa Silvestre

Por que ler é tão importante?

É consenso entre os pedagogos a importância da leitura para a formação global do indivíduo. Quem lê compreende melhor a realidade e desenvolve o raciocínio, a visão crítica e suas próprias potencialidades. Isso sem falar que a leitura promove a ampliação do vocabulário e auxilia a expressão em todos  os seus aspectos, principalmente a da fala e a da escrita.

Hoje, a Educação está aliada à Neurociência, que nos explica que o cérebro deve ser estimulado bem cedo, que o “gostar de ler”, “o interesse por livros” precisa se iniciar já na Educação Infantil. Por isso, os estudiosos  afirmam que “Contação de História” (a professora lendo o livro para os pequenos e mostrando as páginas para eles, assim como deixando que após sua leitura manuseiem o livro) é também uma forma de ler, é o preparo básico e essencial para, dali a um tempo, se estabelecer a habilidade de eles próprios fazerem a leitura. 

Quais os métodos para o aluno gostar de ler?

O método tradicional de a professora ler a história ou, no caso do Fundamental I, de os alunos lerem sozinhos, e depois ocorrer uma discussão ou uma provinha escrita não é o suficiente

O aluno começa a se interessar pelo livro ou até se  apaixona por ele quando percebe que é repleto de ideias, que o enredo se relaciona de alguma forma com o seu cotidiano e que possibilita a realização de várias atividades interessantes. Para tanto, deve-se aplicar a metodologia moderna da LEITURA COM INTERDISCIPLINARIDADE.

Passo a passo para uma leitura com interdisciplinaridade:

1-  Escolha dos livros

         Além de se levar em conta a faixa etária do aluno, as obras devem ser escolhidas pela riqueza de sua temática, possibilitando a reflexão sobre os relacionamentos, quer com as pessoas, quer com o meio ambiente em geral. Sempre encontramos livros (hoje são variadíssimos) que abordam aspectos socioemocionais, valores e virtudes, atitudes de preservação da natureza, etc. A escolha certa é a do livro que traz contextualidade.

2- As disciplinas que sempre podem se integrar à Língua Portuguesa no projeto de leitura

         O aluno valoriza muito  o seu livrinho quando, além das aulas de Língua Portuguesa, ele é abordado em aulas de outras matérias do currículo. É raro um livro de temática atual não permitir a interação com duas, três ou mais  disciplinas.

          Por isso, o Colégio Piaget (Escola de aplicação do Sistema Piaget) planeja o estudo do livro com atividades ligadas à:

         ARTE – Após a “contação da história” ou a própria leitura, o aluno desenha, faz pintura ou colagem dos personagens ou de alguma cena do livro de que mais gostou. Pode também usar massa de modelar para sua representação ou outro material da escolha do professor.

 (Criação dos personagens da história)

MATEMÁTICA – Exercícios de números para os pequenos (por exemplo: Quantos personagens há na história?) e problemas matemáticos “inventados” pela professora a partir do enredo da história, citando o ambiente, o nome dos personagens, o gosto ou características deles. É claro que os exercícios devem ser criados em compatibilidade com o que se  esteja estudando no momento.

       GEOGRAFIA E HISTÓRIA – Qual a cidade em que ocorre a história? Qual a paisagem do local? Existe algo pitoresco que caracteriza o espaço mencionado? (Sugere-se pesquisa na internet, confecção de mapa, recorte e colagem para montar o ambiente.) 

      CULTURA MAKER – No Colégio Piaget, desenvolve-se com frequência a “cultura maker”, que é a pedagogia do “faça você mesmo”, ou seja, os alunos, utilizando materiais de todos os tipos, principalmente recicláveis e que já possuam em casa,  criam, modificam, inventam. No caso do livrinho, uma possibilidade é usar essa metodologia para criar tanto os cenários da história quanto os personagens ou alguns elementos ligados a eles.

(Montagem do chapéu do personagem Pedro, do livro “Pedro e Tina”)

CUSTOMIZAÇÃO –  É uma metodologia que os alunos adoram e é aplicada pelo Colégio Piaget desde os pequenos da Educação Infantil. A customização se diferencia da “cultura maker” porque se restringe à criação de uma roupa ou peça de vestuário. De modo improvisado, recortando sobras de tecido ou trajes que não servem mais, os alunos criam as vestimentas dos personagens de acordo com a descrição do livro. Mas vale acrescentar um enfeite, pintar, colocar um acessório, ou seja, mudar um pouco. O importante é liberar a criatividade. 

      INGLÊS E ESPANHOL – Os professores de língua estrangeira podem sempre participar. Com os pequenos, podem  ensinar algumas palavras referentes ao conteúdo do livro. Com os maiores, conversar sobre o livro, questioná-los, levando-os a responderem na língua específica, e até pedir que escrevam algo sobre a história. O nível da conversa e da abordagem depende do grau de conhecimento da língua estrangeira, mas um pouquinho sempre pode ser feito com a criatividade do professor. 

TEATRO-  Uma dramatização de alguns acontecimentos do livro pode ser improvisada até em aulas on-line, com os alunos representando suas falas na live. E é possível, inclusive, usar as roupas que customizaram anteriormente. Também podem fazer bonecos de varetas e cada um de sua casa vai fazendo a atuação.

 (Capa do livro e representação de cenas vivenciadas por Pedro e Tina)

3- As disciplinas que às vezes podem se integrar à Língua Portuguesa no projeto de leitura

        MÚSICA – Dependendo do tema da história, se a escola tiver professor de Música, este pode  tocar uma música que combine com o assunto  e fazer os alunos cantarem. Mesmo a professora da sala pode colocar uma música com temática similar para eles ouvirem e cantarem  juntos.

         CULINÁRIA – Muitas vezes o livro menciona uma comida ou uma fruta, ou ainda trata de uma região típica. Nessas hipóteses, uma atividade que os alunos apreciam bastante é preparar o alimento e fazer a degustação. No caso de aula on-line, um adulto sempre dá uma mãozinha.

                         (Capa do livro e as crianças, seguindo a live, fazendo bolo de caneca de micro-ondas)

EDUCAÇÃO FÍSICA-  Em alguns casos, os professores de Educação Física conseguem organizar uma “gincana” ou uma brincadeira de “caça ao tesouro”, na quadra ou demais espaços abertos da escola, fazendo um gancho com algum aspecto tratado na obra. 

4 – Exposição dos trabalhos          

Se as aulas forem presenciais ou híbridas, os trabalhos das turmas (desenhos, pinturas, criações maker e produção de textos em Português, Inglês e Espanhol) podem formar uma exposição em lugar específico da escola ou no próprio corredor das salas, para apreciação dos demais colegas.

Quantas disciplinas devem participar do projeto de leitura?

Não há uma quantidade determinada. A Língua Portuguesa associada a mais uma disciplina já enriquece o trabalho de leitura. Mas quanto mais matérias puderem dar sua contribuição, dependendo do livro escolhido, teremos a garantia de um aprendizado muito maior e do grande objetivo: desenvolver o gosto pela leitura.

A interdisciplinaridade no material “Sistema Piaget”

No material do Sistema Piaget, a interdisciplinaridade está presente em todos os Volumes e em todas as disciplinas, especialmente na seção “Integrando com…”, que propõe atividades de debate, reflexão ou pesquisa a fim de relacionar os vários componentes curriculares. Essa relação interdisciplinar permite aos alunos estabelecer conexões amplas dos saberes e é organizada de forma a respeitar a horizontalidade dos conteúdos.  

O Sistema Piaget possui um material completo, com inúmeros recursos de aprendizagem disponíveis para tornar a sua aula diferenciada e motivadora.

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A nova realidade da escola digital

Pedagógico

Quatro das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Fundamental apontam a necessidade de relacionar os conhecimentos desenvolvidos nessa etapa da Educação Básica às tecnologias digitais

A competência geral 5, sobretudo, destaca a importância de levar os alunos a compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar, acessar e disseminar informações; produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

As significativas mudanças sociais causadas pelo uso de tecnologias móveis, como celulares e tablets, fazem com que a escola aborde gêneros típicos da cultura digital, como vlogs e ciberpoemas, por exemplo, e ajude os alunos a agir de forma responsável e ética ao realizar ações atualmente corriqueiras, como curtir, comentar e compartilhar posts em redes sociais; enviar fotos, vídeos e áudios com o uso de aplicativos de troca de mensagens.

Além disso, é papel da instituição de ensino mostrar ao educando as múltiplas possibilidades de uso das tecnologias, já que crianças e adolescentes, normalmente, exploram os dispositivos com finalidade de lazer e comunicação.

Para atender a essas necessidades, o material do Sistema Piaget apresenta uma seção específica sobre o tema. 

Segundo Dulce Vieira, diretora pedagógica e editorial do Sistema Piaget, “o objetivo, ao longo dos anos, é apresentar aos alunos softwares (de edição, de apresentação, de planilhas etc.), aplicativos, sites e jogos que possam ser usados para a realização de diversas tarefas escolares”. Por meio das propostas, os estudantes poderão editar imagens e textos para produzir diferentes gêneros discursivos; gravar vídeos para simular, por exemplo, um telejornal; realizar pesquisas na internet e exercitar habilidades relacionadas à programação e ao pensamento computacional, entre outras ações que enriquecem a aprendizagem.

Além desse trabalho proposto no material do Sistema Piaget, nossa Coleção é acompanhada de objetos digitais (videoaulas e jogos) que reforçam o trabalho desenvolvido no Manual do Aluno e podem ser acessados em nossa plataforma Octus – um ambiente virtual de aprendizagem.

Através da plataforma Octus, o Sistema Piaget oferece assistência às escolas para transmitirem as aulas on-line, melhorando desde a gestão até a dinâmica das aulas. É o suporte de que sua escola precisa, com uma ferramenta segura e moderna. 😊

Para mais informações, entre em contato com nossa equipe comercial via WhatsApp: (11) 96308-1190

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O Novo Ensino Médio: desafios e oportunidades

A educação brasileira tem passado por profundas mudanças que visam ofertar um ensino de maior qualidade e, para isso, não há como não colocar o estudante no centro do processo de aprendizagem.

Entre os segmentos educacionais, o Ensino Médio é o mais fragilizado historicamente e o que apresenta números alarmantes de defasagem ou abandono escolar, seja em decorrência das próprias transformações sociais ou emocionais enfrentadas pelos jovens, seja pelo fato de o modelo atual de educação não responder mais de forma satisfatória aos seus anseios e às exigências do mundo contemporâneo.  

A mudança de estrutura no Ensino Médio deve-se à Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação

Por essa razão, debates sociais em torno desse tema passaram a clamar por um modelo educacional que visasse ao desenvolvimento integral do estudante, por meio do incentivo à autonomia, ao protagonismo e à responsabilidade por suas escolhas presentes e futuras. Essa mudança de modelo resultou no Novo Ensino Médio, que busca garantir aprendizagens essenciais, referenciadas na BNCC, mas com um formato mais flexível.

O que muda com o Novo Ensino Médio?

Três são as principais mudanças do Novo Ensino Médio, as quais objetivam dar aos estudantes maior protagonismo e garantir, a todos, os mesmos direitos de aprendizagem.

  1. A ampliação da carga horária

O Novo Ensino Médio prevê a ampliação da atual carga horária de 2 400 horas para, no mínimo, 3 000 horas até o ano de 2022 e, progressivamente, deverá atingir 4 200 (1 400 por ano escolar – cronograma a ser definido pelas redes de ensino). Essas 3 000 horas inicialmente pretendidas serão distribuídas entre a formação geral básica (1 800 horas, correspondente a 60% da carga horária total), com os conhecimentos previstos na BNCC, e os itinerários formativos (1 200 horas, correspondente a 40% da carga horária total).

É importante destacar que as escolas poderão distribuir a carga horária entre a formação geral básica e os itinerários formativos da maneira que melhor atender aos interesses da comunidade, desde que cumpra as 1 000 horas por ano escolar. Observe, a seguir, algumas possibilidades.

2. A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

 Sem a BNCC, documento indispensável para a (re)elaboração dos currículos, não seria possível colocar em prática a proposta de flexibilização curricular. Esse documento garante não só as aprendizagens essenciais, por meio do desenvolvimento de competências e habilidades, como também a promoção da autonomia e do protagonismo juvenil nas diferentes áreas do conhecimento.

  •  A escolha por itinerários formativos

Os currículos que serão definidos pelas escolas para atender às demandas do Novo Ensino Médio terão uma parte referenciada pela BNCC, a chamada formação geral básica (conjunto de competências e habilidades das áreas de conhecimento – Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e suas Tecnologias), e os itinerários formativos, que oferecem aos estudantes diferentes caminhos ajustados aos seus interesses e ao seu projeto de vida. Esses itinerários podem ser entendidos como um conjunto de situações e atividades educativas que possibilitarão aos estudantes aprofundar seus conhecimentos e se preparar para o prosseguimento nos estudos ou para o ingresso no mundo do trabalho.

  • E como esses itinerários podem estar organizados?
  • Por área do conhecimento, com o objetivo de ampliar aprendizagens em determinada área de conhecimento:   

Linguagens e suas Tecnologias

Matemática e suas Tecnologias

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

Os itinerários formativos podem ser definidos por cada escola, considerando suas particularidades e os anseios de alunos e professores. Cada itinerário pode mobilizar uma ou mais competências da(s) área(s) em que está organizado.

  • Formação técnica e profissional, que tem como objetivo promover a qualificação profissional dos estudantes para o mundo do trabalho.
  • De forma integrada, ou seja, combinando-se itinerários de área(s) do conhecimento com o(s) de formação técnica e profissional. 

Esses itinerários organizam-se a partir de quatro eixos estruturantes:

  • Investigação Científica, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam participar de forma ativa na sociedade em que vivem valendo-se da rede de informações disponíveis. 
  • Processos Criativos, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam participar da sociedade valendo-se de conhecimentos, habilidades e recursos de modo criativo para propor, inovar e inventar.
  • Mediação e Intervenção Sociocultural, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam atuar como agentes de mudanças e de construção de uma sociedade mais ética, justa, democrática, inclusiva, solidária e sustentável.
  • Empreendedorismo, que tem como objetivo criar condições para que os estudantes possam participar de uma sociedade em constante mudança, por meio do uso de conhecimentos e habilidades que os permitam se adaptar a contextos diferentes e criar novas oportunidades para si e para os outros.

Os itinerários formativos devem contemplar, preferencialmente, todos esses eixos. No entanto, caso não seja possível, ao menos um deles.

As atividades praticadas nos itinerários formativos podem ser bem diversificadas: aulas presenciais ou remotas, oficinas, pesquisas de campo, cursos, laboratórios etc.

As atividades realizadas a distância podem contemplar até 20% da carga horária total (ensino médio diurno) e 30% (ensino médio noturno), tanto na formação geral básica quanto, preferencialmente, nos itinerários formativos.

Quais são as possibilidades para os itinerários formativos?

Não há apenas uma forma de arranjo para a implementação dos itinerários nas escolas. Cada unidade escolar poderá ofertar arranjos diferentes. A seguir, apresentamos três exemplos:

No exemplo 1, o estudante realiza dois itinerários de forma sequencial. O primeiro itinerário (Linguagens e suas Tecnologias) é realizado no 1º e 2º anos, e o segundo itinerário (Matemática e suas Tecnologias), no 3º ano.

No exemplo 2, o estudante realiza, a partir do 2º ano, um itinerário integrado, ou seja, mobiliza conhecimentos de duas áreas (Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas).

No exemplo 3, o estudante realiza, no 1º ano, uma formação técnica e profissional; no 2º ano, de forma concomitante, um itinerário de formação técnica e profissional e um itinerário na área de Matemática e suas Tecnologias e, no 3º ano, dá continuidade aos estudos no itinerário de Matemática e suas Tecnologias.

No caso da formação técnica e profissional, as escolas podem estabelecer parcerias com outras instituições de ensino. No entanto, a emissão de certificados de conclusão do Ensino Médio fica a cargo da escola de origem do estudante.

Vale ressaltar que o ponto de partida para a definição dos arranjos dos itinerários formativos são os anseios dos estudantes e as possibilidades de oferta de cada escola. O sucesso da implementação do Novo Ensino Médio em cada escola depende dessa construção coletiva, da valorização da troca de ideias entre todos os envolvidos. Só assim a aprendizagem significativa acontece!

O Sistema Piaget, seu parceiro em educação, está com você para auxiliá-lo no planejamento e na implementação do Novo Ensino Médio em sua escola. Conte com a gente!

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Planejamento pedagógico, como fazer e qual é a sua importância?

Pedagógico

Planejamento pedagógico, como fazer e qual é a sua importância?

A educação é um fator que deve ser pensado e construído por meio de processos, afinal, exerce um papel de fundamental importância em nossa sociedade, pois sem ela não há conhecimento nem formação de cidadãos mais conscientes. 

Por isso, a instauração de um Projeto Político Pedagógico nasceu como instrumento importante para assegurar à gestão escolar essas novas perspectivas políticas e educacionais.

“Artigo 20 – § 1º O Projeto Político Pedagógico da escola traduz a proposta educativa construída pela comunidade escolar no exercício de sua autonomia, com base nas características dos alunos, nos profissionais e recursos disponíveis, tendo como referência as orientações curriculares nacionais e dos respectivos sistemas de ensino.“ (DCNEB, Brasil/ MEC, 2013.)

Nesse sentido, é fundamental que o Projeto Político Pedagógico – PPP leve em consideração as regras da BNCC, modificando e adequando seu planejamento pedagógico, de acordo com as diretrizes apresentadas para os diferentes níveis de ensino.

Lembrando que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento homologado pelo Ministério da Educação (MEC), voltado para as etapas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Ela determina, por exemplo, as competências gerais e específicas, além das habilidades e as aprendizagens essenciais que devem ser desenvolvidas ao longo de cada fase da educação básica. Ou seja, a Base funciona como um conjunto de orientações que norteiam as equipes pedagógicas no momento da elaboração dos currículos escolares, devendo ser seguida por todas as instituições escolares do país. 

Quer entender melhor a importância do Projeto Político Pedagógico (PPP)?

Confira a seguir as dicas do Sistema Piaget!

O primeiro passo é realizar a reelaboração curricular, refletindo sobre como o processo de aprendizagem pode contemplar as propostas da Base. Do mesmo modo, é preciso reestruturar os materiais didáticos que serão utilizados, verificando se estes atendem tanto à BNCC quanto às necessidades estudantis.

Ao longo do processo, também é mais do que essencial incentivar a comunicação clara entre os pais e a comunidade escolar, além de oferecer meios e recursos para promover a formação continuada do corpo docente da escola. Com isso, é possível garantir o aumento da qualidade da educação, engajando as famílias e todos os envolvidos no período de transição.

Levando tais aspectos em consideração, a gestão escolar pode propor debates e ações participativas para explicar detalhadamente os princípios democráticos propostos pela BNCC e como eles impactam significativamente a elaboração do PPP na instituição educativa. Tudo isso para que seja possível proporcionar uma educação mais igualitária e favorecer, sobretudo, a criação de um processo colaborativo entre toda a comunidade.

Mas quais são as ações para a (re) elaboração PPP?

1) Envolvimento e sensibilização da equipe da escola para promover o engajamento e a visão de conjunto do trabalho a ser realizado.

2) Planejamento coletivo para organizar o processo e definir as atribuições de cada participante; pode conter informações sobre as ações, etapas, duração e responsáveis.

3) Levantamento para coletar dados e fazer um diagnóstico sobre a escola.

4) Mobilização da comunidade escolar externa (pais e familiares, responsáveis, vizinhos) para participar.

5) Análise e socialização dos dados e definição de prioridades para estabelecer metas com a comunidade escolar.

6) Elaboração e validação do texto do documento.

7) Divulgação da versão final.

8) Uso do documento como referência para nortear a tomada de decisões no cotidiano escolar (permanente).

E a cada ano deve-se refletir sobre os aspectos relacionados a:

1. Atualização das informações sobre a comunidade e dos indicadores educacionais.

2. Discussão da atualização dos indicadores educacionais e o levantamento de metas e ações planejadas no PPP anterior.

3. Organização de grupos temáticos para revisão das ações do plano.

4. Socialização das análises das ações planejadas no PPP anterior com a comunidade escolar.

5. Revisão do texto anterior.

6. Elaboração e validação da redação do texto revisado.

7. Divulgação da versão finalizada.

Com as dicas acima, do Sistema Piaget, você viu como pode proceder com o Projeto Político Pedagógico em sua escola! Então, aproveite o momento para se debruçar sobre este instrumento tão importante na gestão escolar.

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A guerra na redução de mensalidades continua…

Gestão

O advento da pandemia da COVID-19 mudou radicalmente a forma como as relações sociais e econômicas acontecem. Do miúdo ao graúdo, quase tudo o que fazemos, estamos fazendo diferente. Houve uma rápida revolução de costumes, acelerada pela necessidade de adaptação ao desafio.

O mesmo ocorreu com o universo das escolas particulares. Todos os campos de gestão de uma escola, sem exceção, foram atingidos pela pandemia. Muitos capítulos poderiam ser escritos no que se refere às práticas que estão sendo desenvolvidas em resposta a essa nova realidade.

Um desses capítulos, talvez um dos mais importantes, é o das mensalidades. Logo no início da quarentena, quando foi anunciado o fechamento físico das escolas, teve início uma batalha acerca do assunto. Essa batalha evoluiu e se transformou numa guerra.

As escolas têm sido fortemente pressionadas pelos pais de alunos no sentido da redução do valor de suas mensalidades. É uma pressão que extrapola a questão do direito, repousando no campo da negociação comercial. Há famílias que foram atingidas economicamente pela crise e não suportam arcar com o valor das mensalidades enquanto sua renda não se recuperar. E há famílias – aqui, mais numerosas – que, mesmo sem queda expressiva de renda, entendem que a escola precisa baixar seus preços – seja porque teve seus custos reduzidos, seja porque ela precisa participar do esforço a que toda a sociedade está sendo submetida.

Ainda que a iniciativa dos pais seja plenamente compreensível, existem três questões sobre as quais, em geral, eles não estão devidamente informados

a) escola é um tipo de empresa em que existem quase que somente custos fixos; na média, o custo de uma escola se reduz de 3% a 5% com as aulas virtuais; 

b) ainda que tenha observado uma leve queda nos seus custos operacionais, as escolas estão vendo essa economia ser compensada e ultrapassada, de longe, pelas perdas oriundas da inadimplência, dos pedidos de descontos emergenciais e da redução da exploração das atividades extras; assim, o que à primeira vista é algo que beneficia o orçamento da escola, na verdade, está a prejudicá-lo; 

c) as escolas trabalham com margens de lucro muito estreitas – a média não chega a 10% da receita; com o aumento expressivo na inadimplência, certamente o tal “espaço para colaboração da escola com o sacrifício comum” é bastante restrito.  

Os motivos acima expostos explicam a relutância da maioria das escolas em atender aos pedidos dos pais, no que se refere a concessão coletiva de descontos. Mesmo assim, temos observado que um número crescente de escolas tem acabado por ceder. Isso se explica por dois motivos

a) a perda de força da escola na relação com os pais de alunos da educação infantil, curso em que, notadamente, tem havido sérias dificuldades em manter, de forma virtual, a qualidade do ensino presencial; 

b) a possibilidade de utilização da Medida Provisória 936, conhecida como MP do Emprego, que permite redução de custos através de cortes de jornadas e suspensão de contratos de trabalho. Estudar as possibilidades de utilização das prerrogativas previstas nessa MP tem sido uma ação cada vez mais frequente nas escolas – até porque é possível fazer isso sem que os funcionários percam nada. A MP transformou, na prática, o principal custo fixo das escolas em custo variável. Utilizar corretamente essa possibilidade pode ser uma grande chave para o sucesso nesse momento de relação tão delicada com os pais.

Por fim, o Sistema Piaget deixa aqui uma observação que vale para os dois lados, escola e pais: qualquer que seja a estratégia adotada, ela só terá sucesso se ambas as partes estiverem abertas ao diálogo e tiverem a compreensão de que o momento está sendo muito difícil para todos. O momento é de estreitar relações e não de abalá-las.

Por Fernando Barão, economista formado na USP e diretor da Corus ConsultoresFonte: https://revistaeducacao.com.br/2020/05/02/covid-mensalidades-escolares-art/

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Dia do Professor

Pedagógico

Você sabe a origem do Dia do Professor? Conheça a história por trás do 15 de outubro!

Em 15 de outubro comemora-se o Dia do Professor em todo o Brasil. Mas você sabe qual o motivo da comemoração nesta data específica? A resposta vem do Brasil Imperial.

No dia 15 de outubro de 1827 (consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um decreto que criou o Ensino Elementar no país. Pelo decreto, todas as cidades, vilas e lugarejos deveriam ter suas “escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava da descentralização do ensino, do salário dos professores, das matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até sobre como os professores deveriam ser contratados.

A primeira contribuição da Lei de 15 de outubro de 1827 foi de determinar, no seu artigo 1º, que as Escolas de Primeiras Letras (hoje Ensino Fundamental) deveriam ensinar, para os meninos, a leitura, a escrita, as quatro operações de cálculo e as noções mais gerais de geometria prática. Às meninas, sem qualquer embasamento pedagógico, estavam excluídas as noções de geometria. Aprenderiam, sim, as prendas (costurar, bordar, cozinhar etc.) para a economia doméstica.

Cento e vinte anos depois, em 1947, um professor paulista teve a ideia de transformar a data em feriado e iniciou a tradição de homenagear os professores no dia 15 de outubro, em referência ao decreto de D. Pedro I.

A ideia surgiu porque o período letivo do segundo semestre escolar era muito longo: ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo o período. Para amenizar a estafa, um pequeno grupo de quatro educadores, liderados por Samuel Becker, teve a ideia de organizar um dia de folga. O dia também serviria para analisar os rumos do restante do ano letivo.

Foi então que o professor Becker sugeriu que esse encontro acontecesse no dia 15 de outubro. A sugestão foi aceita, e a comemoração, que acabaria se tornando uma pequena confraternização, teve a presença maciça de professores e alunos, que levaram até mesmo alguns doces preparados em casa.

O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase “Professor é profissão. Educador é missão”. A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963.

O Decreto define a essência e a razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Trata-se de uma das profissões mais importantes de nossa sociedade. E em 2020, ser professor foi, mais do que nunca, muito desafiador, por isso, neste ano, o Sistema Piaget, sistema de ensino presente em mais de 250 escolas brasileiras, resolveu presentear os educadores com um ‘spa mental’. A experiência, que acontecerá entre os dias 20/10 e 22/10, é on-line e tem o objetivo de promover equilíbrio, além de resgatar de energia e a motivação dos profissionais.

As escolas como conhecíamos não existem mais, e o novo contexto exigiu que todos, da rede pública às instituições privadas, adotassem métodos e práticas novas, que buscassem outras formas de ensinar. Para os professores que estiveram na linha de frente, foi preciso se reinventar, redescobrir. Espera-se que, nesse novo caminho trilhado pela educação, possamos valorizar esses profissionais da forma como eles merecem.  

Para todos os professores, a nossa gratidão e o nosso carinho!

Sistema Piaget

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Pedagógico

Letramento digital

Pedagógico

Como trabalhar o letramento digital

Você já ouviu falar no termo letramento digital? Na área da educação, o letramento digital está relacionado com o conhecimento necessário para saber como usar os recursos tecnológicos e da escrita no meio digital e como participar, de maneira crítica e ética, das práticas sociais da cultura digital.

Mobilizar práticas de cultura digital em diferentes linguagens, gêneros, mídias e ferramentas digitais é importante para expandir e criar sentidos nos processos de compreensão e produção dos alunos. Ao refletir sobre o mundo e realizar diferentes projetos autorais, os alunos participam ativamente da construção do conhecimento.

Como levar o letramento digital para as aulas

É importante trabalhar com o tema de maneira transversal e em várias frentes, como cidadania digital, mídias digitais, apropriação tecnológica e especificidades das tecnologias digitais da informação, da comunicação e midiáticas. 

Assim, os alunos refletem sobre diversos assuntos ao mesmo tempo em que se tornam produtores de conteúdo ao criar podcasts, blogs, e-books ou mesmo fazer um curta-metragem.

Conheça as mídias digitais às quais os alunos têm acesso

Um passo importante é fazer um diagnóstico inicial para identificar e conhecer os gostos dos estudantes e conferir as mídias que eles mais acessam. Dessa forma, você poderá potencializar o trabalho em sala de aula de maneira personalizada, uma vez que levará em conta o conhecimento prévio dos alunos ao trazer interatividade e pertencimento às atividades desenvolvidas.

Planeje suas atividades e objetivos

O planejamento é essencial para qualquer atividade. A definição dos objetivos e da ênfase que pretende dar a uma atividade para alcançar determinado resultado deve ser pensada com cuidado. Você quer trabalhar respeito, ética, apropriação tecnológica, mídias e linguagens digitais? O ponto de partida é sempre a aprendizagem.  

Abra espaço para o processo de criação

O processo criativo pode ser surpreendente. Propicie aos alunos que vivenciem a autoria com atividades de pertencimento. Umas das possibilidades é desenvolver, em sala, o remix, que permite trabalhar com algo já existente, transformando-o em um conteúdo diferente, derivado do original. Um exemplo é um pot-pourri de uma música ou um meme.

Envolva diversos gêneros digitais nas atividades

Atualmente, o mundo digital oferece grande diversidade de formas de comunicação – como fanfics, vlogs, charges e vídeos-minuto – que, por circularem amplamente nas mídias, já fazem parte do universo dos estudantes. Esses gêneros digitais podem ser transformados e adaptados para os conteúdos que estão sendo trabalhados em sala de aula.

Compartilhe sempre

Organize oficinas e feiras culturais para que os alunos tenham oportunidade de oralizar suas produções e trocar opiniões com os colegas. Outra maneira de levar esse conteúdo para mais pessoas é compartilhar as produções em eventos, como festivais de vídeos, e realizar intercâmbios entre salas/séries diferentes. Experiências como essas aguçam a criatividade e a inventividade e fazem com que os estudantes vivenciem na prática a cultura digital.

E você, querido professor, como está trabalhando com o letramento digital em sala de aula? Quais atividades você já desenvolveu com os alunos e quais ferramentas já utilizou?

E não deixe de trabalhar também a Netiqueta! Quer saber mais sobre o assunto?

Acompanhe nossas próximas postagens.

O Sistema Piaget disponibiliza conteúdos e tecnologias que acompanham a proposta da BNCC, estimulando o aluno a partir das melhores experiências digitais e através dos melhores produtos.

Caso tenha interesse, fale com um de nossos consultores para saber como o Sistema Piaget pode ajudar sua instituição.