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DIAGNÓSTICO DO APRENDIZADO DOS ALUNOS

Pedagógico

Por Maria Luisa Silvestre

DIAGNÓSTICO DO APRENDIZADO DOS ALUNOS PARA A RETOMADA DAS AULAS PRESENCIAIS

Os alunos aprenderam muito mais nas aulas on-line do que imaginamos

Estamos retomando, agora, depois de longo tempo de aulas on-line, as aulas presenciais ou híbridas.

As escolas particulares se dedicaram ao extremo para seguir o conteúdo programático. Com o objetivo de atrair a atenção dos alunos e incentivá-los a assistirem às lives, os professores mudaram sua metodologia, inventaram outras didáticas, montaram ambientes criativos para as suas aulas. No Colégio Piaget (Escola de aplicação do Sistema Piaget), alguns até usaram fantasias e perucas. Os professores se reinventaram. Suas aulas não foram as mesmas, foram melhores

E como os alunos precisavam se adaptar, o empenho dos professores nas novas aulas acabou por motivá-los. A maioria dos alunos acompanhava com interesse pela telinha do computador ou celular a tarefa pedida  e apresentava os resultados depois.

Houve uma participação tríplice que garantiu a eficácia dessa diferente forma de ensino-aprendizagem: professores/alunos/pais

Principalmente no caso da Educação Infantil e do Fundamental I, a família auxiliou bastante em várias situações, como, por exemplo, garantindo que as crianças seguissem os horários certos das aulas e participando das oficinas ou atividades que necessitavam de uma “mãozinha”. 

Verificou-se muita união e, assim,  muitas tarefas foram realizadas.

UM OLHAR DIFERENTE SOBRE APRENDIZADO

Mesmo com tanta dedicação, os professores sentem uma certa insegurança. Todos se perguntam: Será que os alunos aprenderam realmente os conteúdos? Como proceder neste retorno? Devemos fazer uma avaliação diagnóstica?

A verdade é que os alunos que seguiram os vídeos e as lives APRENDERAM MUITO. Cada assunto foi desenvolvido com contextualização e cobrou interatividade. Os alunos do Colégio Piaget foram chamados a desenhar, recortar, pintar; fazer colagem, dobradura, cartaz digital, customização; participar de culinária e de oficinas da “Cultura Maker” (proposta semelhante ao “faça você mesmo”, com materiais recicláveis).

Assim, mais do que os conteúdos de Ciências, Matemática ou outra disciplina da grade curricular, eles aprenderam  novas habilidades. E o mais importante: aprenderam  a seguir uma rotina, a ser mais independentes, a montar seu local de estudo como os professores aconselhavam, a ter foco nas instruções e tarefas para poderem seguir o passo a passo junto com os professores.

Muitos pais testemunharam que a criança se tornou mais organizada.

E esse aprendizado merece nota 10, e é para toda a vida.

SITUAÇÃO NOVA, AVALIAÇÃO NOVA

Uma nota periódica, assim como uma média no final do ano escolar, é uma exigência do MEC.  Entretanto, em tempos de pandemia, com aulas a distância prolongadas e retorno recente, às vezes de forma híbrida, atribuir uma nota a uma prova ou mais avaliações do conteúdo programado não revela a realidade do processo ensino-aprendizagem que está sendo estabelecido. 

A avaliação do aluno deve ser vista de modo amplo. O conjunto de suas participações em debates, em rodas de conversa, em jogos e gamificações; suas realizações de propostas lúdico-pedagógicas; suas produções da “Cultura Maker” (O Sistema Piaget tem uma proposta completa para a implantação de um Programa Maker em escolas); suas tarefas e exercícios do Material Didático é que revelam o desenvolvimento integral do aluno. E esse desenvolvimento é mais valioso do que a formação cognitiva ou intelectual, em que se valoriza apenas o saber conteudista. 

“Novos saberes” agora são considerados mais importantes e são eles que deverão ser levados em conta na hora de se aplicar a exigida nota. 

Vale mencionar que, em alguns países, de alto nível educacional, como a Finlândia, Suécia e Noruega, não se atribuem notas sobre conteúdos adquiridos. Não que os conteúdos das várias disciplinas sejam desprezados, mas o que se preza é a formação global do aluno, o desenvolvimento de suas potencialidades. E quando se verifica dificuldade de aprendizado, vêm em socorro os reforços, com diferentes estratégias.

Nós, aqui, precisamos atribuir uma nota, e ela, mais do que nunca, deve ser baseada na percepção atenta  dos professores no crescimento do aluno, na sua evolução, participação, interesse, esforço. 

MAS, DEVEMOS FAZER UM AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA?

Sim, é sempre necessária a avaliação diagnóstica e até com frequência. Não para gerar uma nota, mas para o professor perceber quais as principais dificuldades ou conteúdos que não foram bem assimilados. Isso para mudar o seu planejamento (sempre que necessário) e criar outras metodologias. 

No caso do Fundamental I, a avaliação diagnóstica deve ter como base a leitura e interpretação de texto. Ler e mostrar que entendeu é o que se espera do aluno. É o letramento propriamente dito (habilidade de realizar leitura com significação).  Falhas nessa base, que variam de série para série, precisam ser diagnosticadas e, então,  outras propostas didáticas planejadas, incluindo o reforço (muitas escolas dispõem de “Aulas de Apoio”, em horários extras, para Português e Matemática).

Lembrar de elogiar muito tudo o que o aluno fez, a sua adaptação às aulas on-line, a sua participação e colaboração. E isso ocorreu mesmo: mais com alguns, menos com outros. Porém, todos, sem exceção, se esforçaram.  E merecem, portanto, reconhecimento. 

COMO PROSSEGUIR OS CONTEÚDOS NO RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS?

  Após o primeiro diagnóstico, as atividades relacionadas à meta essencial do “ler e entender” devem continuar e ser aperfeiçoadas, mesmo que seja necessário utilizar textos mais simples ou um projeto de leitura com livros mais fáceis. Isso não significa retrocesso. É reforçar a base primordial. Num projeto com livros mais acessíveis ao nível da classe que foi detectado e realizando atividades interessantes como nas aulas on-line (desenho, Maker, dramatização, etc.), logo a turma evoluirá.

Acreditamos que os demais conteúdos poderão seguir normalmente, conforme o Material Didático, mas os professores precisarão fazer, de vez em quando, uma revisão dos assuntos antigos. 

ALGUMAS SUGESTÕES

  • Correr com a matéria? Jamais! 
  • Mostrar ansiedade se precisar facilitar um pouco as atividades? Jamais!
  • Preparar provas conteudistas? Jamais!
  • Elogiar os alunos? Sempre!
  • Escolher textos e livros mais fáceis se necessário? Sempre!
  • Montar aulas interessantes com o emprego de estratégias lúdicas? Sempre!

Com o inédito Programa Transforma, o Sistema Piaget oferece soluções educacionais humanas e transformadoras para estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Programa Socioemocional, Programa Maker, Programa de Meditação Sistematizada, Programa Bilingue, Formação de Coordenadores e Professores e muitos outros, são exemplos desse programa.

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